Juros: taxas futuras de longo prazo têm leve alta

Em um dia de liquidez fraca e de agenda esvaziada, as taxas futuras de juros oscilaram em alta na manhã desta sexta-feira, 20, acompanhando o avanço do dólar e dos yields dos Treasuries. À tarde, no entanto, na medida em que estes dois últimos ativos perderam fôlego, os juros domésticos também voltaram para perto os ajustes, para, no fim, terem apenas leve alta nos vencimentos mais longos, em linha com o ligeiro viés de alta moeda dos EUA e em meio às tensões geopolíticas no Iraque e na Ucrânia.

MÁRCIO RODRIGUES, Agência Estado

20 de junho de 2014 | 18h01

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI para janeiro de 2015 (26.900 contratos) marcava taxa mínima de 10,78%, igual ao ajuste anterior. Nos trechos intermediário e longo da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2016 (72.285 contratos) apontava 11,21%, de 11,20% no ajuste de quarta-feira. Já o DI para janeiro de 2017 (155.655 contratos) indicava 11,54%, ante 11,48% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (26.680 contratos) mostrava 11,94%, de 11,87% na quarta-feira.

Sem indicadores relevantes nos âmbitos internacional e doméstico, os investidores se apegaram a alguns resquícios da decisão de quarta-feira do Fed, mas principalmente às tensões no Iraque e na Ucrânia, para movimentar os ativos ao longo do dia. Foi nesse ambiente que o dólar e os yields dos Treausires operaram em alta na primeira metade dos negócios. Por aqui, o mercado ainda olhava para os resultados da pesquisa Ibope conhecida ontem e que mostrou oscilação para cima da presidente Dilma Rousseff.

No caso da moeda dos EUA ante o real, segundo um profissional da área de renda fixa, pode ter havido uma pequena realização, em virtude da pesquisa eleitoral, que foi absorvida ao longo da sessão. O dólar à vista no balcão encerrou com valorização de 0,04%, cotado a R$ 2,2310. Já os juros da T-note de 10 anos estavam em 2,617% no fim da tarde em Nova York, de 2,629% ontem.

No cenário geopolítico, a escalada de tensões no Iraque desde ontem deixou os investidores atentos ao comportamento do petróleo, com reflexos para o mercado de moedas. Hoje, o Instituto Internacional de Finanças (IIF, na sigla em inglês) elevou suas projeções para os preços médios do petróleo em 2014, por conta dos conflitos no Iraque.

Enquanto isso, as tensões na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia se elevaram nesta sexta-feira, quando Moscou disse que transferiu alguns soldados para a região com o objetivo de fortalecer a segurança. O governo ucraniano, por sua vez, disse ter retomado o controle da fronteira.

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