Juros: taxas futuras sobem após IBC-Br, antes do Ibope

A atividade econômica doméstica iniciou o segundo semestre deste ano mostrando uma recuperação, conforme apontou o IBC-Br divulgado mais cedo pelo Banco Central. Na comparação mensal, o dado subiu 1,50% em julho ante junho, ficando acima da mediana estimada após coleta feita pelo AE Projeções, de +1,05%, e mais próxima ao teto do intervalo das previsões, que apontavam desde uma queda de 0,60% a uma expansão de 1,70%. Em reação, as taxas de juros futuros iniciaram a sessão em alta. Agora, as atenções dos investidores domésticos concentram-se na pesquisa CNI/Ibope sobre a corrida presidencial, que sai logo mais e pode trazer volatilidade aos negócios locais.

OLÍVIA BULLA, Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 09h32

Com o resultado de +1,50% em julho, em base mensal, o IBC-Br voltou para o mesmo nível visto em maio e se aproximou do resultado médio mensal deste ano. Ainda segundo o BC, o IBC-Br caiu 0,23% em julho ante igual mês de 2013, uma queda menor que a mediana projetada, de -0,90%, e que também ficou dentro das previsões (-2% a +0,10%) dos analistas ouvidos pelo AE Projeções. O indicador serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses, tendo entre os componentes as pesquisas mensais da indústria e do comércio. No acumulado dos últimos 12 meses, o IBC-Br avança 1,2% até julho.

Entre as fontes citadas pelo Broadcast, a equipe do Bradesco avalia, em relatório, que "essa variação reforça a expectativa de leve aceleração da atividade econômica neste trimestre, após retração observada nos dois primeiros trimestres deste ano". Já para o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, a alta do IBC-Br em julho apenas recompõe as fortes quedas de maio e junho, prevendo que os resultados de agosto e de setembro venham mais fracos.

Essas avaliações, somadas à alta dos juros dos Treasuries no exterior e à valorização do dólar no mercado cambial doméstico, impulsionam os juros futuros, ainda que com fôlego curto. Às 9h15, o DI para janeiro de 2016 tinha taxa de 11,47%, de 11,41% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2017 projetava taxa de 11,59%, de 11,48% no ajuste de ontem; e o DI para janeiro de 2021 estava em 11,41%, de 11,29% no ajuste da véspera.

Conforme especialistas, a volatilidade deve prevalecer nos ativos brasileiros, em meio à expectativa pela divulgação, às 10 horas, da pesquisa CNI/Ibope. Os agentes financeiros domésticos não esperam grandes mudanças em relação aos levantamentos já divulgados nesta semana. É válido lembrar que essas últimas sondagens mostraram que a candidata Marina Silva (PSB) parou de avançar, enquanto a principal adversária, a presidente Dilma Rousseff (PT), se recuperou, ambas passando ao largo das denúncias de pagamento de propina pela Petrobras a políticos.

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