Juros têm dia de ajuste depois de decisão do Copom

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetava, às 11h17, taxa de 14,01% ao ano. Ontem, este mesmo contrato terminou o dia indicando taxa de 14,22% ao ano. O tradicional ajuste do mercado de juros à decisão do Copom é mais intenso nesta quinta-feira. Afinal, pela primeira vez desde que o Banco Central iniciou o ciclo de alívio monetário, o Copom não ratificou as apostas do mercado. Em vez de cortar a Selic em 0,25 ponto, como apostava a grande maioria do mercado com base no tom mais conservador da ata da reunião passada, o comitê decidiu manter o ritmo e reduzir o juro em 0,5 ponto. Ou seja, há muito prêmio para queimar hoje nos contratos, especialmente nos mais longos. Mas há ajustes para serem feitos em toda a curva, inclusive na parte mais longa, onde muitos operadores montaram posições a partir das projeções de médio prazo para a política monetária. Profissionais observam que, ontem à tarde, na corrida de última hora para montar posições para o Copom, não houve apenas apostas em 0,5 ponto percentual. Muitos operadores saíram tomando DIs, reforçando a aposta no 0,25 ponto percentual. Isso explica o crescimento do volume de contratos negociados na BM&F, sem que as taxas tenham ampliado significativamente a precificação de corte da Selic. Agora, o desafio do mercado será traçar o cenário para a política monetária até o final do ano. Por ora, analistas já têm manifestado a expectativa de que, com a decisão de ontem, o juro recue para 13,75% até o final do ano - o que, na opinião de operadores, deve aparecer já na próxima pesquisa Focus do Banco Central.

Agencia Estado,

31 de agosto de 2006 | 11h20

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