Juros têm leve queda ainda sob influência da ata do Copom

Apesar de IBC-Br apontar atividade mais forte, investidores ajustam apostas em relação a próximos passos do BC

Fabrício de Castro, da Agência de Castro,

15 de março de 2013 | 17h21

Ainda sob influência da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), as taxas dos contratos futuros de juros fecharam esta em leve baixa nesta sexta-feira com os investidores ajustando as apostas em relação aos próximos passos do Banco Central. Se antes a curva a termo precificava aumento de pelo menos 0,25 ponto porcentual da Selic em abril, agora ela traduz a divisão dos investidores entre a possibilidade de estabilidade e a de alta de 0,25 ponto. O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), divulgado pela manhã, mostrou uma atividade mais forte em janeiro, mas o número não convenceu o mercado.

No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (91.240 contratos negociados) marcava 7,18%, a mesma taxa do ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2014 (361.670 contratos) estava em 7,84%, também a mesma do ajuste, enquanto o vencimento de janeiro de 2015 (278.830 contratos) tinha taxa de 8,58%, ante 8,62%. Na ponta mais longa, a taxa do DI para janeiro de 2017 (168.490 contratos) estava em 9,33%, ante 9,38% da véspera, enquanto o contrato para janeiro de 2021 (17.160 contratos) marcava 9,78%, ante 9,84%.

Pela manhã, o BC informou que a atividade no País avançou 1,29% em janeiro em relação ao mês anterior, após registrar queda de 0,45% em dezembro ante novembro (dado revisado), na série com ajuste sazonal. A alta ficou acima do intervalo de estimativas do mercado (de +0,60% a +1,20%). Ainda assim, analistas destacaram que a base de comparação (dezembro) era fraca.

Na comparação com janeiro de 2012, o IBC-Br de janeiro deste ano subiu 3,84% na série sem ajustes sazonais. Neste caso, o indicador ficou abaixo da mediana esperada pelo mercado (+4,50%), mas dentro das previsões (+3,38% a +5,40%). "A inflação está ruim, mas o BC não sabe se isso é temporário ou não. E o IBC-Br veio fraco. A atividade continua não demonstrando tanto vigor. Portanto, o mercado interpreta que o BC pode se manter inerte (na reunião do Copom) em abril ou subir menos a taxa", comentou outro profissional.

Na ata, interpretada como suave pelos analistas, o BC já havia destacado que a política monetária deve "ser administrada com cautela", em um sinal, de acordo com o mercado, de que a inflação preocupa - mas a atividade também.

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