Juros têm ligeira alta após dados de produção industrial

O mercado de juros teve apenas uma pequena reação de alta ao resultado da produção industrial de fevereiro, divulgado hoje pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial cresceu mais do que o previsto pelo mercado financeiro nos dois tipos de comparação, mês ante mês anterior, e anual. Ante janeiro, a produção industrial cresceu 1,2% (as expectativas das instituições financeiras variavam de -0,60% a +0,90%); ante fevereiro do ano passado, a expansão foi de 5,4% (as estimativas eram de +3,8% a +4,7%). Esses resultados, contudo, ainda que acima das expectativas, não estão sendo considerados pelo mercado como robustos o suficiente para fazer o Banco Central desacelerar a queda da taxa básica de juros (Selic). Além disso, o mercado já tem visto, pela série, que os dados de produção industrial mês a mês têm grande volatilidade, mostrando quedas e altas muito acentuadas. Considerando isso e observando o comportamento da produção industrial pela média do trimestre - crescimento de 0,8% em fevereiro - a atividade segue em ritmo razoável de recuperação. Vale destacar que o dado de janeiro, ante dezembro (-1,3%) não foi revisado pelo IBGE. Isso neutraliza um pouco os números fortes divulgados para o mês de fevereiro. O mercado gostou dos números de bens de capital - crescimento de 1,5% em fevereiro, ante janeiro - acima do índice de expansão geral da indústria. "É bom, dá alívio em relação aos investimentos", comentou um operador. No geral, operadores ouvidos nesta amanhã disseram que os dados ratificam a análise apresentada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em suas atas e não devem alterar a aposta majoritária de corte de 0,75 ponto porcentual na Selic na reunião deste mês (18 e 19). Pouco antes da divulgação dos dados, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 estava em 14,50% (ante fechamento ontem a 14,54% e ajuste para hoje a 14,52%), na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 10h17, a taxa estava em 14,56%. No DI-janeiro/07, a taxa estava em 14,87% antes dos dados (fechamento ontem a 14,86%; ajuste a 14,86%) e 14,89% após a divulgação.

Agencia Estado,

04 Abril 2006 | 10h20

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