Juros terminam estáveis

Mercado recebeu uma bateria de números da indústria da FGV, CNI e Fiesp, referentes a junho e a julho, que confirmam a percepção dos analistas de que a atividade doméstica entrou em uma fase de acomodação

Denise Abarca, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 16h40

Depois de duas sessões de recuo firme, os juros futuros resistiram a uma nova leva de dados fracos de atividade aqui e no exterior, que, em tese, poderiam sustentar o movimento recente, e permaneceram perto dos níveis anteriores ao longo do dia, com leve viés de alta nos contratos mais longos.

 

Ao término da negociação normal da BM&F, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) de outubro de 2010 (187.000 contratos negociados) projetava 10,723%, de 10,72% no ajuste de ontem; o DI de janeiro de 2011 (399.215 contratos

negociados) passava de 10,84% para 10,83%; o DI de janeiro de 2012 (154.715 contratos negociados), estável, apontava 11,54%; e o DI de janeiro de 2014 (20.720 contratos negociados) subia de 11,92% para 11,97%.

 

Nesta quarta-feira, o mercado recebeu uma bateria de números da indústria da FGV, CNI e Fiesp, referentes a junho e a julho, que confirmam a percepção dos analistas de que a atividade doméstica entrou em uma fase de acomodação. Mas operadores ponderaram que, como mostrou a queda firme das taxas nos últimos pregões, os indicadores mais fracos já eram esperados e o mercado precisou tomar fôlego e guardar munição para esperar a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) amanhã.

 

Logo cedo, a FGV informou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, caiu 1,5% em julho ante junho. Informou ainda que o Nuci da indústria com ajuste sazonal alcançou patamar de 85,1% em julho, após registrar nível de 85,5% em junho.

 

Também a Fiesp, revelou queda na utilização da capacidade instalada da indústria paulista, com desaceleração do Nuci. O Indicador do Nível de Atividade (INA) também apresentou recuo.

 

Já a CNI divulgou que, em uma escala em que valores acima de 50 pontos indicam crescimento, o indicador de evolução

da produção em junho ficou em 51,8 pontos, ante 54,9 pontos no mês anterior. Além disso, o uso da capacidade instalada (UCI) ficou abaixo do usual para o mês de junho.

 

Há pouco, o Tesouro divulgou o resultado das contas do governo central, que apresentaram saldo positivo de R$ 631,5 milhões em junho.

 

Nos EUA, a manhã foi marcada pelo peso de mais um indicador da condição frágil da economia: a queda inesperada nas encomendas de bens duráveis de 1% em junho. O indicador enfraqueceu as bolsas, que pioraram ainda mais agora à tarde após a publicação do Livro Bege do Federal Reserve. Segundo o documento, o sumário sobre as condições da economia que servirá de base para as decisões de política monetária da próxima reunião do Fomc (Comitê de Mercado Aberto nos EUA), em 10 de agosto, as condições econômicas continuaram a melhorar na maioria dos 12 distritos regionais do Fed, mas os avanços foram modestos, com as vendas no varejo registrando ganhos pequenos e os setores de construção e imobiliário permanecendo fracos. O crédito bancário continuou apertado.

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