Juros terminam perto das mínimas, afetados por dólar

O contrato mais negociado, que vence em janeiro de 2015, indicava taxa de 9,99%, menor nível desde 13 de agosto

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

24 de setembro de 2013 | 17h11

As taxas futuras terminaram em queda nesta terça-feira, 24, em linha com o comportamento do dólar ante o real e dos juros dos títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. A moeda dos EUA passou a cair ante o real depois que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, reforçou, no Senado, que a estratégia de intervenção diária no câmbio deve ser mantida. Enquanto isso, os juros dos Treasuries reagiram a indicadores negativos dos EUA, bem como a incertezas sobre a redução dos estímulos à economia norte-americana por parte do Federal Reserve.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (134.320 contratos) marcava 9,23%, de 9,24% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 (307.925 contratos) indicava taxa mínima de 9,99%, ante 10,09% na véspera e no menor nível desde 13 de agosto, quando terminou em 9,88%. Na ponta mais longa, o contrato para janeiro de 2017 (134.890 contratos) apontava 11,09%, de 11,15% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (apenas 3.855 contratos) estava em 11,53%, de 11,57% no ajuste anterior.

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tombini, ao se referir ao programa de leilões diários no mercado de câmbio, "a estratégia estará presente durante todo o período de transição entre o mundo atual e o mundo à frente, de condições monetárias normalizadas e de maior crescimento da economia global e do comércio internacional". "E como já afirmei, em nossa perspectiva, o programa está adequado, funcionando bem. Então, não há do nosso lado novidades sobre esse assunto", continuou. O dólar à vista no balcão fechou a R$ 2,1970, com baixa de 0,14%.

Ainda no cenário interno, o Índice da Confiança do Consumidor (ICC) avançou 1,0% na passagem do mês passado para este mês, aos 114,2 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse é o maior nível desde fevereiro (116,2 pontos), mas ainda está abaixo da média histórica (114,9 pontos).

No exterior, alguns indicadores abaixo do previsto nos EUA voltaram a trazer a percepção de que a redução dos estímulos por parte do Fed possa não ocorrer neste ano. Com isso, os juros dos títulos de 10 anos cederam ao menor nível em seis semanas em meio a ajustes de posições. O juro da T-note de 10 anos marcava 2,659% às 16h46 (horário de Brasília), de 2,704% no fim da tarde da véspera.

O índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board caiu para 79,7 em setembro, de uma leitura revisada de 81,8 em agosto e ante projeções de que ficaria em 79,8. O índice de atividade industrial medido pelo Federal Reserve de Richmond, por sua vez, recuou para zero em setembro, de 14 em agosto.

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