Justiça bloqueia mais duas contas no caso Ipiranga

Mais duas contas de investidores que operaram com ações da Ipiranga foram bloqueadas pela Justiça a pedido do Ministério Público e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia informou que os investidores são duas pessoas físicas, sendo que um deles é funcionário de nível de gerência de uma das três empresas - Petrobras, Ultra ou Braskem - que compraram o Grupo Ipiranga.Em nota, a CVM informou que o funcionário não consta da lista fornecida pela empresa das pessoas que tiveram conhecimento da operação. O investidor vendeu entre os dias 13 e 14 de março todas as ações preferenciais da Refinaria Ipiranga, que havia comprado a termo em fevereiro de 2003. Também no dia 13 de março, o funcionário comprou ações ordinárias da companhia, que vendeu em 19 de março, data em que a venda foi anunciada oficialmente. O total dos recursos bloqueados foi de cerca de R$ 295 mil e, segundo a CVM, a operação gerou um ganho de 70% para o funcionário. Isso sem contar "prejuízo evitado com a venda das ações preferenciais antes do anúncio da operação", diz a nota.O outro investidor é um cliente de uma corretora, que nos dias 14 e 15 de março comprou papéis ordinários da Refinaria Ipiranga e depois vendeu todas ações em 20 de março, após a operação estar oficialmente divulgada. Segundo a CVM, a própria corretora avisou a autarquia sobre a suspeita de uso de informação privilegiada no negócio. O total bloqueado é de R$ 860 mil e a operação gerou um lucro de 38% para o investidor.

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