Kawall defende decisão da Bolsa de interromper negócios ontem

O diretor de Relações com Investidores da BM&FBovespa, Carlos Kawall, defendeu a decisão da bolsa ontem de interromper os negócios com ações por cerca de uma hora para não trabalhar com demora no sistema de compra e venda desses papéis, provocada por um defeito no software da plataforma Mega Bolsa. "Ontem, a decisão de paralisar foi porque a lentidão poderia prejudicar algum investidor em detrimento de outro. Para que isso não acontecesse, a bolsa decidiu parar".

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2010 | 14h04

 

Para Kawall, "dizer que esse tipo de problema ocorre em outros sistemas não justifica". Ele lembrou que a BM&FBovespa já tem um acordo para desenvolvimento de nova plataforma de negociação com a maior bolsa do mundo, do CME Group, com sede em Chicago. "Nossa ação é atuar com investimentos para que esses problemas não ocorram e, se ocorrerem, tomar as

melhores decisões", afirmou em entrevista após apresentação para a Apimec, na Bolsa do Rio.

 

O diretor contou que o projeto que será lançado no dia 25 de março para criar um centro financeiro da América Latina no eixo São Paulo-Rio, chamado de projeto Ômega ou Brain (de Brasil Investimentos), inclui o mapeamento de problemas de infraestrutura que devem ser enfrentados, incluindo de comunicações, energia e transportes, além de outros como os

relacionados à tributação, tecnologia e aprendizagem de línguas estrangeiras.

 

O projeto é uma parceria da BM&F com a Febraban e a Anbima e já vem sendo negociado há algum tempo com várias partes do governo como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e o Ministério da Fazenda. "Há uma descrição do que a proposta não é. Não é não pagar imposto. Não é liberalização cambial, paraíso fiscal ou permissão para alta alavancagem. Não é Dubai, nem Ilhas Cayman. O Brasil tem o benefício de ser bem regulado e queremos aproveitar isso", disse Kawall.

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