Kawall indica que Tesouro poderá voltar a colocar LFT

O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, indicou hoje que o Tesouro poderá voltar a ofertar Letras Financeiras do Tesouro (LFTs, títulos pós-fixados corrigidos pela variação da taxa Selic) no mercado. Segundo ele, respeitando-se os limites do Plano Anual de Financiamento (PAF), há um espaço para a colocação de R$ 90 bilhões destes papéis até o fim do ano. Kawall, entretanto, não quis dar um prazo para o início destas operações ou determinar um volume para as emissões. "Temos um espaço muito grande para a colocação de LFT até o fim do ano, dados os limites do PAF. Podemos emitir, no mínimo, R$ 90 bilhões em LFTs para chegarmos ao limite inferior do PAF", disse, durante almoço com correspondentes internacionais em São Paulo. Ainda assim, ele afirmou que a eventual retomada das colocações de LFT já será discutida no fim da semana, quando a equipe do Tesouro se reúne para definir a estratégia de atuação no mercado em junho. "No final da semana, faremos um anúncio da estratégia para junho, onde temos muitos vencimentos de LFTs", afirmou, ressaltando que uma colocação superior a R$ 90 bilhões "vai depender das condições do mercado e da demanda pelos papéis". Segundo Kawall, a forte volatilidade observada nos mercados internacionais não compromete o plano de alongamento da dívida do Tesouro Nacional. "É óbvio que momentos de volatilidade não ajudam a estratégia, em termos de alongamento", comentou o secretário, dando ênfase ao fato de que a estratégia traçada pelo Tesouro para aumentar o prazo da dívida já levou em consideração possíveis momentos de aumento na volatilidade. "(A volatilidade) Só seria um impedimento absoluto se a estratégia previsse que em 12 meses não teríamos nenhum momento de volatilidade", acrescentou.

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