Laboratório Dasa vira grande empresa e investe R$ 1 bilhão

Para uma empresa que surgiu como um laboratório de análises clínicas, como tantos outros no Brasil, até que a Dasa (Diagnósticos da América) tem planos bastante ambiciosos. Em 2006, estima-se que a empresa deve faturar quase R$ 700 milhões, o equivalente a uma companhia como a filial brasileira da Procter & Gamble. Segundo seus diretores, a Dasa está comprando uns "três ou quatro" concorrentes por ano, como o laboratório Louis Pasteur, de Fortaleza, adquirido em junho.A Swat, apelido dado na empresa ao grupo responsável pelas aquisições, estuda até a compra de algum laboratório na América Latina. Seu objetivo é transformar a Dasa numa multinacional. Outro grupo de trabalho prepara o lançamento de produtos populares em laboratórios na periferia, como um teste de glicose a R$ 3,50 ou um exame de ultra-som para grávidas, em dez prestações de R$ 6,00.A Dasa está criando um novo modelo de negócios na área de medicina, com iniciativas mais parecidas com a de um banco do que com a de um laboratório. Não é à toa. O laboratório surgiu em 1961 por iniciativa de dois professores da Escola Paulista de Medicina, Humberto Delboni Filho e Raul Dias Santos. Chamado inicialmente de MAP (Médicos Associados em Patologia Clínica), ganhou um novo sócio em 1975, o médico Caio Auriemo.Em 1999, os investidores do banco Pátria compraram 49% da empresa, então chamada Delboni Auriemo. Dos sócios originais, o único que permaneceu na empresa foi Caio Auriemo, que ficou como o principal controlador da companhia. Desde então, a Dasa tem uma idéia fixa. "Queremos repetir o modelo de outros países, em que houve uma consolidação dos laboratórios", diz Marcelo Moreira, presidente da Dasa, que foi diretor da Fotoptica e Drogasil, também ligadas ao Pátria.A Dasa se inspira em dois laboratórios americanos, o Quest e o LabCorp, e no europeu, que compraram 32 concorrentes. Mas seu principal modelo é o australiano Sonic HealthCare, que adquiriu 31 laboratórios nos últimos anos, e atua não só com análises clínicas, mas também com os lucrativos serviços de imagem.A Dasa quer se tornar a grande empresa de diagnósticos da América do Sul. Desde que abriu seu capital e vendeu ações na Bolsa de Valores, em 2004, captou mais de R$ 500 milhões no mercado financeiro. Junto com o caixa que a companhia gera, tem R$ 1 bilhão para investir em três anos.

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