Leilão de swap não deve conseguir conter dólar

O ambiente volátil deve tornar o leilão de swap cambial insuficiente para segurar o dólar ante o real 

Silvana Rocha, Agencia Estado

21 de agosto de 2013 | 09h33

O compasso de espera dos investidores pela ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que sai às 15h (de Brasília), já conduz um movimento de busca de proteção no dólar no exterior, que afeta a abertura do mercado de câmbio no Brasil. Petróleo, metais básicos e moedas correlacionadas a commodities recuam nesta quarta-feira, na medida em que os investidores evitam apostas ousadas antes da divulgação do documento do Federal Reserve e de dados industriais (PMI) da China que serão divulgados hoje à noite.

O dólar negociado no mercado à vista abriu em alta há pouco, a R$ 2,4080 (+0,58%) no balcão - máxima. Até 9h21, a mínima ficou em R$ 2,4010 (+0,29%).

No mercado futuro, no mesmo horário acima, o contrato de dólar com vencimento em 1º de setembro subia a R$ 2,4105 (+0,40%). Esse contrato abriu a R$ 2,4140 (+0,54%) - na máxima - e, em seguida, testou uma mínima a R$ 2,4075 (+0,27%).

Diante do elevado potencial para um ambiente de negócios volátil, o leilão de rolagem de swap cambial marcado pelo Banco Central para às 10h30, cuja oferta será de até 20 mil contratos (US$ 1 bilhão), deve ser insuficiente para segurar o dólar ante o real ao longo do dia, segundo avaliações de operadores de câmbio ouvidos pelo Broadcast.

A operação de swap hoje acontece das 10h30 até as 10h40 e o resultado será disponibilizado a partir das 10h50. A liquidação do leilão será no dia 02/09/2013. Essa será a quarta operação de rolagem dos 100.800 contratos de swap cambial (US$ 5,04 bilhões) que vencem em 02/09/2013. Desde sexta-feira, já foram rolados 60 mil contratos, cerca de US$ 3 bilhões.

Às 8h47 (de Brasília), o dólar subia para 97,44 ienes, de 97,26 ienes no fim da tarde de ontem, enquanto o euro recuava para US$ 1,3396, de US$ 1,3417 ontem. A libra estava cotada a US$ 1,5691, ante US$ 1,5667 ontem. O índice Wall Street Journal do dólar, que acompanha seu desempenho em relação a uma cesta de moedas, estava em 73,519 por volta das 8h40, ante 73,353 na véspera. A moeda norte-americana também subia em relação ao dólar australiano (+0,36%), o dólar canadense (+0,33%), o peso mexicano (+0,63%) e o dólar neozelandês (+0,50%).

Amanhã, o foco nos mercados deve ser transferido para a China, onde será divulgado hoje à noite o indicador industrial PMI do país. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,16% em agosto, ante 0,07% em julho. O resultado veio dentro do intervalo de estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,07% e 0,23%, e ligeiramente acima da mediana, de 0,15%. Até agosto, o IPCA-15 acumula altas de 3,69% no ano e de 6,15% em 12 meses. Com o indicador comportado, os juros futuros operam perto dos ajustes anteriores.

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