Líbia causa aversão ao risco e bolsas europeias recuam

Possíveis impactos dos conflitos no fornecimento de petróleo também está no radar dos investidores

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 15h37

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, pressionados por receios com os potenciais impactos da violência crescente na Líbia sobre o fornecimento de petróleo e a economia de forma geral.

Segundo Justin Urquhart Stewart, cofundador da Seven Investment Management, "o mercado está esperando para ver o que acontece". Ele acrescentou que as coisas podem piorar se começarem a surgir "preocupações com a Arábia Saudita ou com os Emirados Árabes Unidos, ou se o Irã fizer qualquer bobagem". Stewart disse que no momento estava guardando dinheiro e procurando oportunidades, principalmente nos mercados emergentes, mas alertou que o risco está "muito, muito elevado".

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 3,00 pontos, ou 1,05%, para 282,38 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 recuou 73,23 pontos, ou 1,22%, para 5.923,53 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 37,15 pontos, ou 0,92%, para 4.013,12 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra Dax teve declínio de 123,75 pontos, ou 1,69%, para 7.194,60 pontos. Em Madri, o IBEX fechou em baixa de 68,50 pontos, ou 0,64%, a 10.633,40 pontos.

Na Áustria, as ações da OMV caíram cerca de 6% depois de a companhia anunciar que espera uma redução temporária em sua produção na Líbia e que não descarta uma interrupção total das atividades no país. Em 2010, cerca de 10% de toda a produção de petróleo da OMV veio da Líbia. A companhia também divulgou um declínio de 15% no lucro líquido do quarto trimestre, na comparação com igual período do ano passado, principalmente por causa da aquisição da Petrol Ofisi. A Repsol YPF e a Eni, que também interromperam suas operações na Líbia, fecharam em baixa de 0,6% e de 1,2%, respectivamente.

As ações do Natixis subiram 4,3% depois do banco francês divulgar que seu lucro líquido no quatro trimestre encolheu 48%, para 442 milhões de euros (US$ 605 milhões), resultado mais forte que o esperado. O Credit Agricole, que divulga seu balanço amanhã, avançou 1,3%. A rede de hotelaria Accor anunciou que registrou lucro de 3,6 bilhões de euros em 2010, depois de um prejuízo de 282 milhões de euros um ano antes, mas fechou em baixa de 3,7%.

No setor automobilístico, as ações da Volkswagen caíram 4%, as da BMW perderam 3,5% e as da Daimler recuaram 3,3%. As informações são da Dow Jones.

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