Libor em dólar vai à máxima em 10 meses

Taxa Libor para três meses em dólares, da Associação dos Banqueiros Britânicos, subiu para 0,53781%, a mais elevada desde 6 de julho do ano passado

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 11h27

O custo do financiamento em dólar na Europa atingiu nova máxima em 10 meses nesta quarta-feira, uma vez que os bancos permanecem cautelosos em emprestar uns aos outros, elevando a possibilidade de que sejam tomadas mais medidas pelos bancos centrais globais para aliviar o estresse dos mercados de dinheiro. A dificuldade fez com que três bancos buscassem a linha regular de swap de dólar do Banco Central Europeu (BCE), apesar de os fundos serem duas vezes mais caros do que no mercado interbancário. O BCE alocou US$ 5,4 bilhões para três bancos em recursos para uma semana, à taxa de 1,23%, bem acima da Libor em dólar para uma semana de 0,33025%. Na semana passada, nenhum banco acessou a linha.

"A linha de swap é uma evidência contínua do aumento da demanda por dólares", disse o economista da ICAP, Don Smith.

A taxa Libor para três meses em dólares, da Associação dos Banqueiros Britânicos, subiu nesta quarta-feira para 0,53781%, a taxa mais elevada desde 6 de julho do ano passado. Ontem a taxa foi fixada em 0,53625%. A taxa em libra esterlina também subiu para 0,70875%, de 0,70813% ontem, mas a taxa em euro caiu para 0,63500%, de 0,63875% ontem.

Embora as fissuras do mercado de dinheiro não sejam tão profundas como durante a crise financeira global de 2008, qualquer piora das condições pode provocar uma atitude adicional das autoridades monetárias, incluindo uma possível redução no custo das operações de swap de dólares com o Fed.

"O que acontecerá depois é com os bancos centrais; o buraco no financiamento em dólar precisa ser fechado", disse o Credit Agricole em nota. "Duvidamos que os bancos centrais estejam sentados sobre suas mãos nesse momento e imaginamos que outra linha de 84 dias será anunciada em breve e talvez linha de leilão a termo ou qualquer outra linha", acrescentaram.

A elevação da taxa Libor, utilizada como referência para o preço de ativos incluindo bônus corporativos e hipotecas, pode prejudicar o efeito das medidas tomadas pelos maiores bancos centrais de flexibilização da política monetária ao elevar o custo da tomada de empréstimo para os consumidores, em um momento em que as condições econômicas são frágeis.

As preocupações com a perspectiva de os balanços dos bancos serem tingidos pela significativa exposição à dívida de países da periferia da zona do euro e de piora na qualidade do crédito com a queda no ritmo da recuperação econômica está limitando o desejo das instituições de emprestarem umas as outras.

Nesta quarta-feira, o Banco Central Europeu alocou US$ 5,4 bilhões para três bancos por meio do leilão de swap de dólar, apesar de os fundos serem duas vezes mais caros do que no mercado interbancário. "A linha de swap é uma evidência contínua do aumento da demanda por dólares", disse o economista da ICAP, Don Smith. As informações são da Dow Jones.

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