Libra esterlina atinge máxima em 2 meses ante dólar

A libra esterlina subiu para o maior nível em dois meses ante o dólar nesta quinta-feira, 25, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido no primeiro trimestre, que mostrou que a economia britânica conseguiu evitar uma nova recessão. Isso reduz as chances de o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) ter de adotar novas medidas de estímulo, que prejudicariam a libra.

Agencia Estado

25 de abril de 2013 | 19h09

No fim da tarde em Nova York, a libra estava cotada a US$ 1,5432, de US$ 1,5266 no fim da tarde da véspera. O euro caía para US$ 1,3011, de US$ 1,3015. O dólar recuava para 99,25 ienes, de 99,50 ienes, e o euro tinha queda a 129,12 ienes, de 129,51 ienes. A moeda norte-americana também recuava a 0,9450 franco suíço, de 0,9470 franco suíço. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa o dólar ante uma cesta de rivais, recuava para 73,954 pontos, de 73,975 pontos.

Na Europa, a boa notícia saiu do Reino Unido, onde os dados preliminares sobre o PIB mostraram que o país evitou uma terceira recessão. O PIB britânico cresceu 0,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o quarto trimestre de 2012, e 0,6% ante o mesmo período do ano anterior. Economistas consultados pela Dow Jones previam expansão de 0,1% na comparação trimestral e de 0,2% na taxa anual.

"No curto prazo, a libra esterlina deve subir um pouco mais ante o dólar e o euro, já que diminuiu a probabilidade de mais um programa de relaxamento monetário do BoE", comenta Ilya Spivak, estrategista de câmbio da DailyFX.com.

Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego diminuíram 16 mil na última semana, para 339 mil, o total mais baixo desde o início de março e o segundo menor desde janeiro de 2008. O resultado também ficou abaixo da previsão dos economistas, de 350 mil solicitações. O outro indicador divulgado nos EUA, o índice de atividade industrial do Federal Reserve de Kansas City, ficou estável em -5 em abril e teve pouca repercussão nos mercados.

Enquanto isso, continua o debate sobre as possíveis ações do Banco Central Europeu (BCE) na sua reunião da próxima semana. Na quarta-feira, 24, o membro do BCE Jörg Asmussen afirmou que a eficácia de um corte nos juros seria "limitada". Nesta quinta, porém, o vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, e o vice-presidente do BCE, Vitor Constâncio, disseram que a consolidação fiscal é necessária, mas pode ser desacelerada.

O Goldman Sachs se juntou a outras instituições que preveem um corte de 25 pontos-base na taxa de juros da zona do euro, na próxima semana. O banco também revisou sua projeção para o desempenho da economia do bloco este ano, e agora espera contração de 0,7% no PIB, ante previsão anterior de queda de 0,5%. As informações são da Dow Jones.

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