Libra ultrapassa iene nas reservas mundiais

A libra esterlina ultrapassou o iene e se tornou a terceira moeda em reservas no mundo, após o dólar e o euro, apesar da economia japonesa ser mais do que o dobro maior do que a britânica, informou hoje o jornal The Daily Telegraph. Segundo dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada, o volume de libras mantido por bancos estrangeiros em suas reservas dobrou nos últimos dois anos, de 55 bilhões de libras para 111,5 bilhões de libras. A libra ainda está distante do dólar e do euro nas reservas estrangeiras. Mas o crescimento da moeda britânica tem superado desde 1999 o registrado por todas as demais. Esse aumento da credibilidade da libra, segundo o jornal inglês, tende a continuar. Isso, segundo analistas, serviu para fortalecer a moeda nos negócios hoje. Os dados do FMI mostram que os bancos centrais, após passarem anos se concentrado no dólar, estão agora espalhando seu investimentos numa variedade de moedas, entre as quais a libra é a principal. "A libra parece ter se tornado uma moeda de reserva preferida, provavelmente refletindo as taxas de juros do Reino Unido relativamente elevadas dentro da Europa, um déficit em conta corrente modesto se comparado com outros países, a transparência gerada pela decisão tomada em meados de 2003 de permanecer fora do euro, e a distância dos soluços políticos regulares da área do euro, como por exemplo o referendo sobre a constituição da União Européia", disse Michael Saunders, economista-chefe do Citigroup para o Reino Unido. No início desta semana, a China anunciou que vai lançar negócios entre o yuan e a libra, dando aos corretores de câmbio chineses uma oportunidade de comprar a moeda britânica. Analistas acreditam que os BCs do Oriente Médio, Índia e do leste europeu, cujas reservas não são monitoradas do FMI, também estaria aumentando suas reservas em libras esterlinas.

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