Lojas Americanas triplicam de tamanho em 3 anos

As Lojas Americanas converteram-se num fenômeno recente do varejo brasileiro. Em 1999, quando venderam 12 supermercados para o Carrefour, suas ações valiam R$ 2,60 na Bolsa de Valores. Atualmente, elas ultrapassaram a casa dos R$ 100. Há três anos, era uma rede com 105 lojas. Agora, com a aquisição da Blockbuster, esse número saltará para 364. E o plano de expansão da companhia seguirá em ritmo veloz, com 45 unidades previstas para este ano. Os donos das Americanas, Marcel Telles, Carlos Alberto Sicupira e Jorge Paulo Lemann, desenvolveram um conceito único no País, sem competidores diretos e do mesmo porte. É também um extraordinário caso de reviravolta empresarial. Há sete anos, as Lojas Americanas tinham um futuro incerto em função de sérios problemas operacionais. Na época, alguns analistas chegaram a prever o fim da sua operação. Nos últimos três anos, em particular, a rede vem mostrando seu poder de fogo. Nesse período, ela adquiriu três empresas: Shoptime, Submarino e, agora, a Blockbuster. Com a Shoptime, a empresa entrou no segmento de vendas pela televisão e por catálogos. Com a fusão da Americanas.com e o Submarino, tornou-se a terceira maior empresa de comércio eletrônico do mundo, com potencial de crescimento. ?A Americanas construiu um modelo único de varejo. Ela está sozinha tanto no mundo real quanto no virtual?, diz o analista Marcio Kawassaki, da Fator Corretora. ?Eles conseguiram encontrar um nicho onde ninguém mais atua.?Por duas vezes, em 2003 e em 2005, a companhia foi campeã do Ranking Agência Estado Empresas, feito em parceria com a Economática. Na última vez, ela superou outras 150 empresas avaliadas e se destacou pela forte distribuição de dividendos aos investidores. As mudanças para a Americanas atingir esse desempenho começaram em 2001. A companhia passou por um processo de reestruturação financeira e ganhou condições para superar suas dificuldades.

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