Lopes quer expandir atividades e atingir outras regiões

A LPS Brasil - Consultoria de Imóveis, a Lopes, pretende aproveitar todas as oportunidades de mercado para expandir suas atividades. Concentrada na Grande São Paulo, a empresa quer atuar também nas demais principais praças do País, como capitais e regiões do interior do Estado e Baixada Santista. A estratégia para as investidas em novos territórios será pegar carona na expansão de seus principais clientes - incorporadoras com forte presença em São Paulo - para outras regiões, além de atender empresas locais. ?Vamos aproveitar mercados com atuação relevante de incorporadoras com as quais já temos relacionamento?, conta o diretor financeiro e de relações com investidores da Lopes, Roberto Amatuzzi, em entrevista exclusiva à Agência Estado, após o final do período de silêncio provocado pela abertura de capital. Foi assim que a Lopes desembarcou no Rio de Janeiro em julho do ano passado, aproveitando que várias incorporadoras de São Paulo já atuavam na região. ?Não temos um target (alvo) de tempo (para a expansão geográfica). Estamos prospectando mercados?, diz o executivo. Amatuzzi destaca as boas perspectivas para o mercado imobiliário em um cenário de entrada de recursos no setor por meio de lançamentos iniciais de ações (IPOs) e queda da taxa de juros. ?Foram captados US$ 2,7 bilhões somente com ofertas primárias do setor, volume inédito em um ano?, diz o executivo, ressaltando que o crescimento terá continuidade com a entrada de novas empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A Lopes ingressou no Novo Mercado em 18 de dezembro de 2006 por meio de oferta secundária. O diretor de relações com investidores da companhia não revela quantas vezes a procura pelos papéis superou a oferta, mas diz que houve ?demanda forte o suficiente para uma precificação de qualidade?. Os papéis saíram a R$ 20, dentro da faixa sugerida de R$ 17 a R$ 22. ?Foi a melhor equação entre boa qualidade de investidores e bons preços?, diz Amatuzzi. Entre os investidores institucionais, os estrangeiros lideraram a colocação, com 75%. Os americanos ficaram com 50% do total dos papéis nas mãos dos investidores institucionais, europeus com 25% e brasileiros, com os demais 25%. O varejo ficou com 10% da oferta. O executivo afirma que a entrada de mais empresas do setor na Bovespa significa maior ingresso de recursos no segmento, ?o que pode alavancar vendas do nosso próprio negócio?. ?Exceto a Klabin Segall, todas as empresas do setor negociadas em bolsa são nossas clientes. Podemos ser vistos como um portfólio para as vendas das outras empresas?, diz Amatuzzi, citando entre seus clientes Gafisa, Cyrela, Rossi, Brascan Residential Properties, além das que estão para abrir capital Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Tecnisa e Even Construtora e Incorporadora.

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