Lucro da Total cai para US$ 3,1 bi no 2º trimestre

A petroleira francesa Total registrou uma queda no lucro líquido do segundo trimestre e anunciou que interrompeu o aumento de participação na russa OAO Novatek desde a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia.

AE, Agência Estado

30 de julho de 2014 | 04h40

No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido ajustado por variações de estoques caiu para US$ 3,15 bilhões, de US$ 3,58 bilhões no mesmo período do ano anterior. Essa piora se deve a uma produção menor, de 2,054 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia, devido às turbulências na Líbia e à perda de licença para operar nos Emirados Árabes Unidos.

Um período maior de paradas para manutenção e um ambiente desafiador no segmento de refino na Europa, com margens menores, também impactaram o desempenho da petroleira, mas a empresa declarou estar confiante para o restante do ano, uma vez que alguns projetos devem começar a acelerar a produção.

O grupo ainda está finalizando o plano de corte de custos, que será apresentado em 22 de setembro. Mas, segundo o diretor financeiro da empresa, Patrick de la Chevardière, não haverá cortes de empregos neste primeiro estágio.

A petroleira também disse que irá analisar as sanções impostas contra a Rússia e discuti-las com os parceiros nos projetos russos no fim de agosto. A Total projeta que a maior parte de sua produção de óleo e gás venha da Rússia até 2020. Ontem, a britânica BP também alertou que as sanções podem prejudicar seus resultados.

Segundo as estimativas da Total, a produção de hidrocarbonetos na Rússia deve aumentar para 400 mil barris por dia, de 207 mil barris por dia, devido à parceria com a Novatek e ao projeto de gás natural liquefeito em Yamal, que está sendo conduzido em parceria com a China National Petroleum Corp. "A Rússia é um grande país de óleo e gás e nós teremos que esperar para ver a natureza dessas novas sanções primeiros", declarou o diretor financeiro, em conferência.

O grupo planeja eventualmente aumentar a participação na Novatek para 19,4%, de uma fatia inicial de 12,08% comprada em 2011. No entanto, as compras de ações foram interrompidas após a queda do Boeing 777 na Ucrânia, disse o diretor financeiro. O maior acionista da Novatek, o bilionário russo Gennady Timchenko, foi alvo de sanções anteriores dos EUA por causa da anexação da Crimeia pela Rússia em março. Fonte: Dow Jones Newswires.

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