Lucro das Casas Bahia cresce 34%

As Casas Bahia, a maior rede de eletroeletrônicos e móveis do País, encerraram 2005 com lucro líquido de R$ 201 milhões, 34% acima do ano anterior, e vendas brutas de R$ 11,5 bilhões, um crescimento de 28%. A rede acaba de ampliar a parceria com o Bradesco, fechada em dezembro com o presidente do banco, Márcio Cypriano, para a emissão de cartões de crédito, com as duas marcas, durante a Super Casas Bahia. A partir do mês que vem, cem lojas da empresa localizadas na Grande São Paulo vão emitir cartões de crédito. Em março, entram para esse programa mais cem lojas, entre as maiores em faturamento da rede. ?A meta é incorporar as 500 lojas da rede nos próximos 12 meses e emitir 3 milhões de cartões?, prevê o diretor da rede, Michael Klein. Ele conta que a decisão de ampliar a parceria foi tomada depois do bom resultado obtido em dezembro na superloja. Foram emitidos 82,4 mil cartões em 40 dias, mais que o dobro da previsão, que era de 40 mil plásticos. Na avaliação de Klein, tanto o Bradesco como a sua empresa ganham com a parceria. O banco agrega mais um cliente e a rede varejista vende sem risco de inadimplência. Aliás, no último ano, esse indicador cresceu nas Casas Bahia: representava 9% dos créditos a receber em 2004 e atingiu 10% em 2005. A perspectiva é que a inadimplência recue a partir de abril. A carteira de crédito da rede fechou 2005 em R$ 6 bilhões, ante R$ 5 bilhões do ano anterior. O Bradesco respondeu por R$ 1,5 bilhão dos financiamentos no ano passado. O diretor da rede destaca que a parceria com o banco deu fôlego financeiro para a rede crescer. No ano passado foram abertas cem lojas e, neste ano, a empresa quer repetir a dose. A intenção é ter mais pontos-de-vendas nos 8 Estados onde a empresa já fincou bandeira, mas em cidades menores, com cerca de 50 mil habitantes, especialmente em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Para cada um desses Estados estão planejadas 15 unidades. Apesar do planejamento da companhia estar voltado para a abertura das próprias lojas, Klein não descarta ir às compras. ?Vamos avaliar quando aparecer um bom negócio?, pondera. De toda forma, a expansão para outros Estados, como Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e até Bahia, está adiada para meados de 2007. ?Dependo da logística?, diz Klein, fazendo menção aos centros de distribuição que dão suporte à expansão. Prova disso é que, neste ano, a construção de centros de distribuição ganha importância no investimento, comparativamente a 2005. No ano passado, foram aplicados R$ 157 milhões, dos quais R$ 100 milhões em lojas e R$ 57 milhões em centros de distribuição. Para este ano, o investimento total soma R$ 199 milhões, sendo R$ 100 milhões em lojas e quase a mesma cifra em 3 centros de distribuição (São José dos Pinhais, no Paraná, Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e São Bernardo do Campo, em São Paulo). Apesar de o faturamento bruto de R$ 11,5 bilhões ter registrado aumento expressivo em 2005, a cifra ficou abaixo da previsão inicial de R$ 12 bilhões. ?Estou muito satisfeito com os resultados?, diz Klein. Mas, segundo ele, as previsões não se confirmaram porque o desempenho do segundo semestre ficou muito aquém do esperado. Levando em conta as vendas do segundo semestre de 2005, comparadas com as de igual período do ano anterior, a rede teve queda de 10%. ?Sentimos uma saturação de vendas nas lojas mais antigas?, conta Klein. Ele ressalta que as novas lojas deram um fôlego extra. Para 2006, a rede espera vender R$ 13,5 bilhões e abrir 10 mil vagas. Em 2005, foram 22 mil.

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