Lucro do ABN Amro Holding cresce 23%, para US$ 1,56 bi

O lucro líquido do ABN Amro Holding aumentou 23% no segundo trimestre deste ano, para 1,22 bilhão de euros (US$ 1,56 bilhão), com a taxa de juros menor compensando o aumento das provisões. Em igual período de 2005, a instituição lucrou 987 milhões de euros. Os analistas previam, em média, lucro de 1,13 bilhão de euros para o trimestre. O grupo anunciou um novo programa de recompra de 750 milhões de euros em ações, depois de concluir recentemente a aquisição de 600 milhões de euros em papéis.O ABN Amro comunicou também hoje a venda da Bouwfonds, por 1,69 bilhão de euros. As atividades de bens imobiliários e administração de ativos da unidade ficaram com o Rabobank, por 845 milhões de euros, enquanto as operações de financiamento de propriedades foram compradas pelo SNS Reaal, por 840 milhões de euros.De acordo com a instituição, os últimos detalhes da operação devem ser acertados antes do final do terceiro trimestre e a venda resultará em um ganho líquido de pelo menos 350 milhões de euros. O desinvestimento do Bouwfonds foi anunciado em dezembro de 2005. Antes da venda, o ABN Amro já havia transferido as atividades de hipoteca do Bouwfonds para suas operações na Holanda. O Rabobank recebeu consultoria do Credit Suisse e Rabo Securities, enquanto o SNS trabalhou com o JP Morgan.No segundo trimestre, o lucro operacional do ABN Amro subiu 25% na comparação com o mesmo período em 2005, de 1,42 bilhão de euros para 1,78 bilhão de euros. O acréscimo é atribuído à consolidação na Itália do Banca Antonveneta, ganhos com a venda da sua participação no banco húngaro K&H e forte crescimento da receita em geral, disse o ABN.De acordo com o banco holandês, a integração do Antonveneta está seguindo adiante, prevendo ganho de 160 milhões de euros com sinergias até o final de 2007. O banco pretende introduzir novos produtos, serviços e iniciativas de private banking na Itália. O ABN anunciará em dezembro mais detalhes sobre sua estratégia para o país.Recentemente, a instituição passou por uma ampla reestruturação, visando melhorar os resultados em sua divisão de atacado e cortar custos. "Nossos progressos na administração de custos ainda não foram suficientes", afirmou o executivo-chefe Rijkman Groenink em carta aos acionistas. "Apesar dos bons resultados com os programas de corte de custos, melhorar a taxa de eficiência continua prioridade absoluta."A unidade de negócios do grupo na Europa, que cobre clientes em 28 países (mas exclui o Antonveneta e a Holanda), registrou prejuízo líquido de 122 milhões de euros no período de três meses encerrado em 30 de junho - revertendo lucro líquido de 27 milhões de euros obtido no segundo trimestre de 2005. As informações são da Dow Jones.

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