Lucro do Santander na Espanha sobe 39% para € 1,45 bi no 2º trimestre

Na unidade brasileira do Santander, o lucro líquido foi de € 395 milhões, queda de 5,95%; banco não comentou sobre nota polêmica que falava do cenário econômico e eleições

Agência Estado

31 de julho de 2014 | 03h44

O Santander da Espanha anunciou um crescimento de 39% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, para 1,45 bilhão de euros. O número ficou acima do projetado por analistas consultados pela FactSet, que estimavam ganhos de 1,35 bilhão de euros. Esse resultado leva em conta apenas os ganhos atribuídos ao grupo, isso é, desconsiderando os minoritários. Em comunicado, a instituição lembrou que esse é o melhor resultado dos últimos noves trimestres

O banco informou que a receita líquida de juros praticamente não oscilou sobre o mesmo período do ano anterior, avançando ligeiramente para 7,37 bilhões de euros, de 7,34 bilhões de euros. No entanto, analistas esperavam que as receitas recuassem para 7,19 bilhões de euros.

Brasil. Na unidade brasileira do Santander, o lucro líquido foi de 395 milhões de euros no segundo trimestre, 5,95% abaixo dos 420 milhões de euros obtidos no mesmo período do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre, o lucro alcançou 758 milhões de euros, valor 17,5% inferior dos 919 milhões do euros no mesmo período do ano anterior.

Um dos principais motores para o crescimento do lucro do grupo é a unidade britânica do Santander, que é gerenciada por Ana Patricia Botín, filha do presidente do grupo espanhol, Emilio Botín. O lucro da unidade cresceu 59% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para 775 milhões de euros.

No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido do grupo Santander cresceu 22,2%, para 2,756 bilhões de euros. O grupo explicou que esse número foi prejudicado por efeitos cambiais. Desconsiderando esse impacto, o crescimento seria de 40,1%.

Período de silêncio. Os executivos do banco espanhol Santander fizeram poucos comentários sobre o Brasil durante teleconferência para apresentação dos resultados trimestrais. Dias após a repercussão negativa de uma análise crítica ao governo Dilma Rousseff distribuída aos clientes em extrato, o presidente-executivo do grupo Santander, Javier Marín, não respondeu perguntas sobre a perspectiva dos negócios no Brasil com o argumento de que está em período de silêncio imposto pela oferta de troca de ações feita aos minoritários.
"Não posso dar nenhum guidance. Nós estamos proibidos de falar sobre isso porque estamos em período de silêncio", disse Marín, ao ser questionado por um analista sobre as perspectivas para o mercado de crédito no Brasil e as previsões da casa para o País.
O período de silêncio acontece porque o Santander Brasil está em meio a uma oferta direcionada aos minoritários para troca das ações da filial brasileira por papéis do grupo. Marín se limitou a dizer que essa operação "está em curso e a troca de ações deve acontecer no início de outubro".
Durante a teleconferência, o diretor financeiro do grupo, José Antonio Alvarez, comentou que a queda do lucro da filial brasileira foi influenciada pelo cenário macroeconômico. O executivo destacou o "crescimento de 1% com inflação de 6% e juros de 11%". Ao relatar o quadro macroeconômico, o diretor disse que o País passa por uma "fase de baixo crescimento" e defendeu que Brasil e México têm crescido abaixo do potencial.  Fonte: Dow Jones Newswires.
Tudo o que sabemos sobre:
Espanhasantanderresultado

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.