Luz subiria até 15% sem decreto de Dilma, diz Lobão

Em alguns estados, aumento seria menor, de acordo com ministro; alta média nacional ficaria na casa dos 4,6% 

Laís Alegretti e Anne Warth, da Agência Estado,

29 de maio de 2013 | 15h45

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a redução de 20% na conta de energia elétrica "veio para ser definitiva". De acordo com ele, com a queda da MP 605 no Senado, não fosse o decreto a ser assinado pela presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 29, a elevação nas tarifas de energia seria de até 15%.

"Em alguns estados, seria menor", disse. "Como estamos tomando todas essas providências, nada vai se alterar na conta de energia dos brasileiros. A redução de 20% veio para ser definitiva", garantiu Lobão. Em média, de acordo com o ministro, a alta seria de 4,6% no Brasil.

Conforme a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann reiterou anteriormente, Lobão informou que a presidente Dilma assinará decreto nesta quarta. Será publicado em edição extra do Diário Oficial da União com a permissão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de autorizar a Eletrobrás a repassar recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 64 distribuidoras de energia em todo o País.

O decreto permitirá o repasse, até o dia 3 de junho, de um total de R$ 2,8 bilhões para essas empresas. Os recursos servirão para bancar o custo da não adesão de Cesp, Cemig e Copel ao pacote de renovação antecipada das concessões do setor elétrico.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.