Magnata Mittal discute com UE oferta para Arcelor

O magnata do aço Lakshmi Mittal vai se encontrar, amanhã, com a chefe da área de competitividade européia, Neelie Kroes, para discutir a oferta hostil de compra apresentada pela Mittal para a Arcelor, com sede em Luxemburgo. O negócio tem potencial para criar uma empresa que controlaria cerca de 10% do mercado global de aço. "Não é comum que um proponente se encontre com a Comissão no caso de uma oferta hostil", comentou o porta-voz da área, Jonathan Todd. Situações de oferta amigável de compra, normalmente, começam com uma conversa com a Comissão Européia antes da investida. No entanto, em uma oferta hostil, isso não é usual. "Não fico chocada com grandes ou pequenas fusões", disse. A Comissão Executiva da União Européia ainda não recebeu nenhum pedido das duas companhias para autorizar a fusão e Kroes disse que avaliará a questão em conformidade com as regras competitivas da UE. Mittal também vai se encontrar com autoridades do governo belga, de acordo com o porta-voz da siderúrgica. A proposta da Mittal tem a ambição de criar uma campeão efetiva no mercado global, com sede na Europa, sem gerar preocupações sobre questões antitruste e nacionalistas, como perda de empregos e de impostos. O conselho da Arcelor fez, ontem, um contra-ataque desafiador à proposta da Mittal, alertando que uma compra poderia afetar os acionistas da Arcelor, seus trabalhadores e clientes. O ministro das Finanças da França, Thierry Breton, declarou que a França tem reservas quanto à oferta. O presidente da Mittal encontrou-se hoje com o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker. Com uma participação de 5,6%, o governo de Luxemburgo é o maior acionista da Arcelor.

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