Maioria das bolsas da Europa fecha em baixa

Em um pregão de pouca liquidez, Frankfurt foi a exceção, batendo novo recorde

Agência Estado,

09 de maio de 2013 | 14h32

As bolsas europeias fecharam a sessão desta quinta-feira, 09, majoritariamente em baixa, com os investidores aproveitando a agenda fraca para realizar lucros depois do recente rali observado nas ações globais. Analistas destacaram que o pregão teve pouca liquidez em razão de um feriado em diversos países da Europa. O índice Stoxx Europe 600 fechou praticamente estável a 303,74 pontos, em comparação com 303,67 pontos ontem, renovando a máxima desde junho de 2008.

Os mercados internacionais, no geral, foram afetados pelos dados sobre inflação na China. O governo chinês informou nesta quinta-feira que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,4% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, acima do avanço anual de 2,2% esperado. Ao mesmo tempo, a inflação no atacado, medida pelo índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), teve a maior queda desde outubro. A pressão sobre as bolsas europeias diminuiu em seguida à divulgação do número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram para 323 mil na última semana, abaixo da previsão de 335 mil.

A Bolsa de Frankfurt subiu 0,16%, para o novo fechamento recorde de 8.262,55 pontos, após flutuar entre pequenas baixas e altas durante a sessão. ThyssenKrupp subiu 2,1%, acompanhando um avanço generalizado nas ações de empresas siderúrgicas internacionais.

O índice FTSE-100 de Londres teve ligeira alta de 0,14%, para 6.592,74 pontos, com destaque para o declínio de quase 6,2% nas ações da BSkyB, que foram pressionadas depois de o concorrente BT Group anunciar uma oferta especial de canal de esportes para competir com a Sky. A decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de manter a taxa básica de juros em 0,50% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras veio conforme o esperado e não provocou reação no mercado.

O índice FTSE MIB da Bolsa de Milão declinou 0,96%, para 17.090,62 pontos, principalmente por causa de realização de lucros após os ganhos recentes. Telecom Itália contrariou o desempenho geral e avançou 2,4%, depois de o executivo-chefe da empresa, Franco Bernabe, negar que a empresa vai abrir mão do controle de sua rede de telefonia fixa, apesar de um acordo com a Hutchison Whampoa ainda estar sendo estudado.

Madri teve queda de 0,28% no índice Ibex-35 para 8.572,70 pontos, afetado pelo tom negativo geral dos mercados financeiros globais e ainda sob efeito de alguns balanços fracos divulgados na semana. Telefónica, que ontem anunciou um lucro líquido trimestral abaixo do previsto, caiu 0,7% na sessão de hoje. O leilão de bônus realizado pelo Tesouro Espanhol, no qual foi vendido um montante acima do pretendido e com yield (retorno ao investidor) mais baixo que em operações anteriores, acabou não tendo impacto na bolsa.

Na Bolsa de Paris o índice CAC-40 recuou 0,70%, para 3.928,58 pontos, em uma sessão de poucos negócios em que a maioria das empresas francesas permaneceram fechadas pelo segundo dia seguido por causa de um feriado. ArcelorMittal contrariou a tendência e subiu 3,1%, puxada pelas expectativas positivas com o balanço da empresa, que será divulgado amanhã.

O índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa terminou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 6.264,25 pontos. As informações são da Dow Jones.

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