Maioria das bolsas europeias fecha em alta

Clima otimista foi gerado por balanços corporativos bons e dados fortes sobre a balança comercial da China, além da reação positiva ao primeiro discurso de Janet Yellen como presidente do Fed 

Mateus Fagundes, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

12 de fevereiro de 2014 | 16h42

A maioria das bolsas europeias encerrou o pregão em alta em meio a um clima otimista gerado por balanços corporativos bons e dados fortes sobre a balança comercial da China. Também contribuiu a reação positiva ao primeiro discurso de Janet Yellen como presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que ocorreu nesta terça-feira, 11. O índice Stoxx Europe 600 ganhou 0,75%, a 332,00 pontos, a sexta alta consecutiva e o nível mais alto em três semanas.

Entre os balanços bons divulgados nesta quarta-feira, 12, na Europa, o banco ING Groep informou que o lucro antes de impostos mais do que triplicou no quarto trimestre. A cervejaria Heineken teve queda no lucro líquido em 2013, mas afirmou que espera um desempenho melhor em 2014 à medida que a economia global se recuperar. Na Bolsa de Amsterdã, ING Groep subiu 3,64% e Heineken avançou 0,42%.

As bolsas europeias também receberam impulso de notícias macroeconômicas. Na madrugada desta quarta, a China informou que o superávit comercial do país subiu para US$ 31,86 bilhões em janeiro, bem acima das expectativas. Além disso, o discurso de Yellen ao Congresso dos EUA nesta terça ainda ecoou nos mercados europeus, com a leitura de que a dirigente está inclinada a manter a política de estímulos à economia enquanto o desemprego continuar alto e a inflação baixa.

O clima de otimismo foi tanto que nem mesmo o recuo na produção industrial da zona do euro em dezembro reduziu os ganhos. De acordo com dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a produção industrial da zona do euro caiu 0,7% em dezembro ante novembro e avançou 0,5% na comparação anual. Os números ficaram abaixo da previsão de analistas, que esperavam uma queda mensal de 0,3% e um ganho anual de 2,0%.

Parte do mercado também foi influenciada pelo relatório de inflação do Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Após a divulgação do levantamento, o presidente da autoridade monetária, Mark Carney, deu uma entrevista na qual destacou que o gatilho do desemprego em 7% está mantido, mas o direcionamento futuro da política monetária do BOE irá depender também da inflação.

As declarações de Carney desagradaram os investidores da Bolsa de Londres, fazendo com que o índice FTSE-100 reduzisse os ganhos e fechasse em leve alta de 0,04%, a 6.675,03 pontos. Contribuiu ainda para o fraco desempenho do índice a queda de 6,27% das ações da Tullow Oil, após a empresa anunciar que está considerando vender parte de sua participação em um campo de petróleo em Uganda.

Em Paris, o índice CAC-40 fechou em alta pelo sétimo dia consecutivo, com +0,52%, a 4.305,50 pontos. As ações do Société Générale subiram 4,71% após o banco informar que saiu de prejuízo para lucro no quarto trimestre do ano passado e quitou um empréstimo que fez com o Banco Central Europeu (BCE) há dois anos por meio de operações de refinanciamento de longo prazo.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, subiu 0,65%, a 9.540,00 pontos. O movimento foi influenciado pela subida das ações da Thyssenkrupp (+3,04%). A Bolsa de Milão fechou em alta de 1,30%, a 20.144,96 pontos. Por outro lado, a Bolsa de Madri recuou 0,10%, a 10.080,80 pontos, e a Bolsa de Lisboa perdeu 0,41%, a 6.985,42 pontos.

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