Maioria das bolsas europeias fecha em queda

Baixo volume de negócios e realização de lucro após ralis recentes influenciaram negativamente no movimento desta segunda-feira 

Agencia Estado

28 de outubro de 2013 | 16h05

Os mercados de ações da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 28, com um baixo volume de negócios e uma realização de lucros após ralis recentes. Além disso, os investidores também se mostraram cautelosos à espera do anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve dos EUA. O índice Stoxx 600 caiu 0,60 pontos (0,19%), para 319,49 pontos.

O volume de operações na Europa já estava baixo porque alguns traders e investidores estão longe de suas mesas, devido a férias escolares. Contudo, uma forte tempestade no Reino Unido diminuiu ainda mais a participação. As fortes chuvas causaram cancelamentos de viagens e atrasos para os passageiros, e mantiveram alguns traders em casa.

Ao mesmo tempo, os investidores estavam cautelosos e deixaram de fazer grandes apostas antes da divulgação de alguns dados importantes dos Estados Unidos, como vendas no varejo e números de inflação.

O Federal Reserve anuncia nesta quarta-feira a decisão de política monetária e, ao contrário do cenário visto meses atrás, os analistas mantêm forte aposta de que o BC dos EUA manterá inalterado seu programa de estímulos.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em baixa de 7,09 pontos (0,08%), aos 8.978,65 pontos, depois de atingir uma máxima recorde de 9.017,95 durante a sessão. Entre os ganhos do pregão, a Deutsche Telekom encerrou o dia em alta de 2% após o Wall Street Journal afirmar em uma reportagem que a empresa pode vender uma participação majoritária na Scout 24, sua unidade de negócios de classificados online, de acordo com fontes.

Por outro lado, a ThyssenKrupp perdeu 3,6% em Frankfurt depois de o Wall Street Journal informar que a empresa pode não vender suas fábricas no Brasil, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Segundo uma representante da ThyssenKrupp, a companhia ainda está em negociações com um interessado.

Já em Paris, o índice CAC-40 cedeu 20,70 pontos (0,48%) e fechou aos 4.251,61 pontos. Afetada pelo rebaixamento do rating das montadoras europeias pelo JPMorgan, a Renault teve uma baixa de 3,7%. Os bancos também pressionaram o pregão. O Crédit Agricole encerrou em baixa de 2,6%, o Société Générale cedeu 1,9% e o BNP Paribas caiu 1,2%.

A sessão na Bolsa de Milão foi marcada por resultados corporativos divergentes. O índice FTSE-Mib caiu 45,33 pontos (0,24%), para 18.829,42 pontos. A Saipem fechou em alta de 5,1% e o Mediobanca subiu 3,3% depois que seus balanços superaram as expectativas do mercado. Já a Fiat caiu 3,2% com temores de que suas operações transatlânticas não devem contrabalançar a fraqueza doméstica como ocorreu no passado. Na terça-feira, os participantes do mercado estarão de olho no debate parlamentar sobre o projeto de Orçamento da Itália de 2014.

Em Madri, o índice IBEX-35 fechou em baixa de 79,30 pontos (0,81%), aos 9.736,2 pontos, depois que uma série de fracos balanços do bancos convenceram os investidores a realizarem lucros em papéis de credores, após o recente rali no setor. O Santander e o BBVA perderam 2,8% e 2,78%, respectivamente, enquanto o Banco de Sabadell também fechou em baixa de 2,8%. O Banco Popular, que deve informar seu balanço do terceiro trimestre no final desta semana, foi o que mais perdeu no índice. A instituição cedeu 4,9%.

Por outro lado, o índice PSI-20, de Lisboa, fechou na direção contrária e ganhou 46,94 pontos (0,76%), aos 6.196,33 pontos. As ações do Banco Espírito Santo (BES) fecharam em alta de 3,63% em reação à divulgação do balanço trimestral, contribuindo para os avanços do índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa.

O BES registrou prejuízo de 143,5 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, em comparação a um lucro líquido de 90,4 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Apesar das perdas no trimestre maiores que o esperado por analistas, entre os pontos positivos do balanço estão a melhora na margem financeira pelo segundo resultado consecutivo e o aumento nas provisões para empréstimos duvidosos.

A Bolsa de Londres também se destoou do mercado mais amplo. O índice FTSE-100 fechou em alta de 4,48 pontos (0,07%), aos 6.725,82, o maior nível desde o final de maio. Entre os destaques no índice, a Aggreko subiu 6% depois de afirmar que seu lucro antes dos impostos para o ano inteiro deve ficar em linha com as expectativas do mercado. As fabricantes de medicamentos também ajudaram a levantar o índice. As ações da GlaxoSmithKline subiram 1,25% e as da AstraZeneca avançaram 1,62%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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