Maioria dos mercados na Ásia fecha em queda; Xangai perde 1,3%

Renovadas preocupações sobre medidas adicionais de aperto na China influenciaram algumas bolsas, enquanto Tóquio avançou 1,6% com balanços positivos do setor de tecnologia

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 07h35

A maioria dos mercados da Ásia encerrou em baixa nesta quinta-feira, apesar da alta em Wall Street. As renovadas preocupações sobre medidas adicionais de aperto monetário na China influenciaram as bolsas da região.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que reverteu os ganhos da manhã e encerrou em queda, com os investidores andando de lado. O índice Hang Seng caiu 87,21 pontos, ou 0,4%, e terminou aos 23.805,63 pontos.

As Bolsas da China fecharam em queda pelo quinto pregão seguido, com temores de que o Banco Central local poderá endurecer a política monetária durante o feriado do Dia do Trabalho, após o Banco Mundial elevar suas estimativas para a inflação chinesa em 2011. O índice Xangai Composto caiu 1,3% e terminou aos 2.887,04 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 2,8% e encerrou aos 1.183,70 pontos.

O yuan atingiu nova valorização histórica sobre o dólar, após o Banco Central chinês fixar novo recorde para a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,5096 yuans para 6,5051 yuans) pela segunda sessão seguida. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5015 yuans - mas chegou ao recorde de 6,5003 yuans durante o pregão -, de 6,5112 yuans do fechamento de quarta-feira.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou o dia em leve baixa, em meio a resultados mistos nos balanços das principais empresas de tecnologia. O índice Taiwan Weighted caiu apenas 0,09% e fechou aos 9.040,77 pontos.

Já na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou praticamente estável, graças a uma recuperação na sessão da tarde depois que a montadora Hyundai anunciou resultados melhores do que o esperado no 1º trimestre. O índice avançou apenas 0,07% e terminou aos 2.208,35 pontos.

Na Austrália, depois de uma alta inicial na Bolsa de Sydney, estimulada pelas declarações de ontem do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, os ganhos do índice S&P/ASX 200 foram limitados pela valorização do dólar australiano para uma máxima de 29 meses. O índice fechou estável, aos 4.873,04 pontos. BHP recuou 0,3%.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou em baixa, com os investidores realizando lucros após os recentes ganhos no mercado. O índice PSE recuou 0,98% e encerrou aos 4.278,83 pontos.

A Bolsa de Cingapura terminou estável, depois de investidores, enxergando poucas pistas sólidas de negócios, realizaram lucros antes da divulgação de dados econômicos dos EUA. Também pesaram os fracos fechamentos de Hong Kong e Xangai. O índice Straits Times teve alta de apenas 0,1% e fechou aos 3.184,99 pontos.   Tóquio   A Bolsa de Tóquio fechou em alta, já que os fortes resultados apresentados por empresas como Advantest e outros pesos pesados de tecnologia impulsionaram o índice Nikkei 225 para a maior pontuação das últimas seis semanas. O índice subiu 157,90 pontos, ou 1,6%, e fechou aos 9.849,74 pontos, maior nível de fechamento desde 14 de março.   Uma série de balanços corporativos robustos de blue chips como Kyocera, Advantest e TDK, divulgados depois do fechamento de quarta-feira, levantou a expectativa de que outros se seguirão com resultados similarmente positivos, disse Toshiyuki Kanayama, analista da Monex. Com a chegada do feriado nacional de sexta-feira, alguns observadores do mercado advertiram para uma possível realização de lucros no final da sessão, mas isso acabou não se materializando de forma substantiva.   "O mercado parece ter reagido mais favoravelmente aos balanços do que havíamos previsto", disse o estrategista Toshikazu Horiuchi, da Cosmo Securities. "Estão crescendo as expectativas de que o Japão exibirá sua força subjacente através da velocidade dos esforços de recuperação", acrescentou, observando que se amenizaram as preocupações quanto a quedas de produção depois do terremoto do mês passado.   Kyocera subiu 5,3% após anunciar que seu lucro líquido aumentou em quase um terço no trimestre janeiro-março, apoiado nas vendas de equipamentos de comunicação em meio ao crescimento dos smartphones no Japão. Advantest teve alta de 5,6% depois de informar que seu prejuízo líquido teve forte redução no quarto trimestre fiscal. TDK avançou 3,2% após comunicar que o lucro líquido mais do que triplicou no ano fiscal de 2010, ajudado pela recuperação da demanda por componentes eletrônicos.   As ações da Panasonic ganharam 2,4% com o anúncio de planos para cortar 10% da sua força de trabalho. O anúncio surpreendeu porque a Panasonic não costuma demitir funcionários para reduzir despesas, de acordo com o estrategista de uma corretora japonesa. O corte deverá ocorrer basicamente nas operações no exterior e representará um grande reforço para o resultado da companhia, racionalizando operações sobrepostas da Panasonic Electric Works e da Sanyo Electric, que se tornaram suas subsidiárias integrais em 1º de abril.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, ganhou 0,1% e fechou aos 3.808,93 pontos, novo recorde, mas abaixo da alta intraday de 3.823,50 pontos, uma vez que investidores estrangeiros realizaram lucros. Apesar disso, a perspectiva de altos pagamentos de dividendos por causa de fortes lucros atraiu investidores locais às compras, disse um trader.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve baixa de 0,8% e fechou aos 1.092,31 pontos, acompanhando recuos nas demais bolsas regionais, e também afetado por realizações de lucros.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,4% e fechou aos 1.535,30 pontos, com o sentimento auxiliado pelos resultados positivos dos mercados regionais seguindo os ganhos em Wall Street. As informações são da Dow Jones

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