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Maioria dos metais básicos fecha em alta

Na rodada livre de negócios da tarde, os contratos de cobrecom entrega para três meses fecharam com alta de 0,31%, a US$ 7.720,00 por tonelada

Álvaro Campos, da Agência Estado,

17 de setembro de 2010 | 16h10

A maioria dos metais básicos negociados na Bolsa Mercantil de Londres (LME, na sigla em inglês) fechou em alta, mas abaixo das máximas. Os contratos reduziram seus ganhos acompanhando o desempenho do euro, que durante a manhã registrou alta ante o dólar, mas depois virou e passou a operar em queda.

 

Na rodada livre de negócios da tarde, os contratos de cobre negociados na LME com entrega para três meses fecharam com alta de US$ 24,00 (0,31%), a US$ 7.720,00 por tonelada, após atingir a máxima intraday de US$ 7.810,00, o nível mais alto em quase cinco meses. O zinco teve leve alta de US$ 4,00, a US$ 2.151,00 por tonelada. O alumínio subiu US$ 15,00, para US$ 2.180,00 por tonelada. O estanho ganhou US$ 105,00, a US$ 23.600,00 por tonelada. O chumbo fechou estável em US$ 2.202,00 por tonelada. A exceção foi o níquel, que perdeu US$ 45,00, para ficar em US$ 23.200,00 por tonelada.

 

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de cobre com entrega para dezembro, que são os mais negociados, fecharam em alta de US$ 0,0285 (0,82%), a US$ 3,5220 por libra-peso, o maior fechamento desde 26 de abril. Mas o metal, amplamente utilizado no setor de construção e indústrias manufatureiras, pode estar ultrapassando seus fundamentos de oferta e demanda. "O mercado parece estar um pouco exagerado", disse Michael Gross, corretor e analista da OptionSellers.com. "O mercado não parece estar muito altista, pelo menos no curto prazo."

 

No começo da sessão na Europa, o euro chegou a subir para US$ 1,3159. Entretanto, a moeda comum europeia virou e passou a operar em queda, com o aumento das especulações sobre a situação da Irlanda, que poderia solicitar ajuda externa para lidar com seu déficit fiscal. Entretanto, o ministro das Finanças do país e o FMI negaram a informação.

 

Segundo analistas, os metais básicos estão recebendo um bom suporte de uma queda nos estoques. Hoje, os estoques de praticamente todos os metais fecharam em queda, exceto pelo estanho. Os estoques de cobre guardados em armazéns monitorados pela LME tiveram uma redução de 2.950 toneladas, chegando a 384.200 toneladas, o menor nível em dez meses.

 

O cobre também está tendo suporte de relatos de que os trabalhadores da mina Radomiro Tomic da Codelco, no Chile, rejeitaram uma proposta de reajuste salarial feita pela mineradora. Esse é um fator "significativo", e novas negociações serão acompanhadas de perto, disse Gayle Berry, analista de metais básicos do Barclays Capital.

 

"A semana terminou com o apetite por risco se recuperando, após ganhos nos mercados de ações", disse David Rosenberg, economista da Gluskin Sheff.

 

Entre os metais precisos, o ouro negociado na Comex com entrega para dezembro fechou com alta de US$ 3,70 (0,29%), a US$ 1.277,50 por onça-troy, um novo recorde. Para John Stoltzfus, da Ticonderoga, além da recente queda do dólar, o metal também está sendo impulsionado por "um aumento generalizado da incerteza, que, combinada com um maior acesso por meio de fundos de índices (exchange trading funds), está estimulando o ouro a subir".

 

Outro fator que está ajudando o metal é a possível adoção de novas medidas de afrouxamento monetário nos EUA, para ajudar a recuperação econômica. Alguns analistas acreditam que se o Federal Reserve realmente iniciar uma novo programa de compra de ativos, isso pode enfraquecer ainda mais o dólar e aumentar a inflação no longo prazo, o que ajudaria o ouro, usado para conter a inflação. As informações são da Dow Jones.

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