Maioria dos metais básicos fecha em alta

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o cobre para três meses subiu 0,51%, para US$ 8.443,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

18 de outubro de 2010 | 17h17

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, em sua maioria, reagindo à fraqueza do dólar ante outras moedas e acompanhando o movimento dos índices do mercado de ações, de acordo com analistas. Eles alertaram, no entanto, que o avanço nos preços do cobre pode perder força se mercados emergentes, como a China, passarem a considerar o metal caro.

 

O que preocupa "não é a desaceleração no consumo, mas a relutância em comprar por preços altos", disse um operador de Londres.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 43,00, ou 0,51%, para US$ 8.443,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do cobre para dezembro avançou US$ 0,0160, ou 0,42%, para US$ 3,8550 por libra-peso, com mínima de US$ 3,7780 e máxima de US$ 3,8690 ao longo da sessão.

 

De acordo com o Barclays Capital, a valorização do cobre diminuiu o apetite dos compradores da China, como pôde ser observado no relatório divulgado pelo governo do país a respeito das importações. Além disso, a diferença entre o preço do metal negociado na LME e o negociado na Bolsa de Futuros de Xangai também caiu. Diante disso, "vale a pena uma pausa para identificar potenciais riscos de curto prazo, sendo o maior deles a China", acrescentou o banco.

 

O analista Leon Westgate, do Standard Bank, concordou, afirmando que há sinais mistos vindos do mercado físico "Embora acreditemos que a China esteja com os estoques desabastecidos e precise voltar ao mercado, os prêmios menores refletem em tom de cautela entre os compradores chineses."

 

Ainda assim, os preços do cobre continuam subindo conforme o dólar recua ante outras moedas, em meio a expectativas de escassez do metal e de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) adotará medidas de estímulo à economia dos EUA. "Suspeitamos que esta variável é o principal fator responsável pelo avanço no complexo das commodities recentemente, já que os investidores (vendem) o dólar e impulsionam os preços de praticamente todo o resto", disse o analista Ed Meir, de MF Global, em uma nota.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 10,50, a US$ 2.435,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 2,50, para US$ 2.425,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 33,00, para US$ 2.410,00 por tonelada. O contrato do níquel perdeu US$ 230,00 e encerrou o dia a US$ 23.805,00 por tonelada, enquanto o contrato do estanho fechou em baixa de US$ 100,00, a US$ 26.600,00 por

tonelada.

 

No segmento de metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro negociado na Comex fechou em alta de US$ 0,10, ou 0,01%, a US$ 1.372,10 por onça-troy, com mínima de US$ 1.353,20, e máxima de US$ 1.373,60 ao longo da sessão. Segundo analistas, os investidores estão cautelosos e aguardando mais detalhes sobre eventuais novas medidas de estímulo vindas do Federal Reserve.

 

Alguns atribuíram a falta de direção do mercado aos movimentos do mercado de câmbio. "A queda do euro no overnight parece ter sido um catalisador para preços mais fracos do ouro", disse Jim Steel, vice-presidente e analista de metais do HSBC. As informações são da Dow Jones.

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