Maioria dos metais básicos fecha em alta

Os contratos futuros dos metais básicos tiveram transações voláteis na London Metal Exchange (LME) mas fecharam, na sua maioria, em alta, beneficiados pelo fortalecimento do euro em relação ao dólar.

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 17h15

 

As commodities no geral tiveram desempenhos desiguais, depois de começar o dia em baixa. O ouro e o petróleo bruto recuaram das mínimas registradas mais cedo, mas também oscilaram com volatilidade devido aos movimentos das moedas.

 

O euro se recuperou em relação ao dólar durante a tarde na sessão europeia, refletindo a inesperada queda das vendas de casas novas nos EUA em janeiro e os comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que as taxas de juros permanecerão baixas a fim de sustentar a economia.

 

De acordo com os traders, o recuo maior do que o esperado na confiança do consumidor nos EUA provocou uma queda das commodities nesta terça-feira, mas o declínio das vendas de casas novas não teve o mesmo efeito por causa do fortalecimento do euro.

 

Traders e analistas disseram que o fortalecimento do euro teve papel fundamental na recuperação dos preços, uma vez que os metais e as commodities têm acompanhado de perto os movimentos das ações e das moedas.

 

No fundo, o que tem pesado sobre os metais é o desapontamento do mercado em torno da falta de entusiasmo da China para comprar. "Nós acreditamos que grande parte do enfraquecimento que vimos até agora no metais nesta semana poderá ser atribuído ao fato dos mercados estarem desapontados com a fraca demanda Chinesa depois do feriado do Ano Novo (Lunar)", destacou Edward Meir, analista da MF Global.

 

Muitos traders esperavam que China voltaria do feriado de uma semana na segunda-feira e seria uma compradora de metais mais agressiva. Mas isso não aconteceu.

 

O país confirmou que suas importações de cobre refinado caíram 19,3% em janeiro, em base mensal, para 196.926 toneladas, mas cresceram 9,1%, em termos anuais.

 

Segundo os analistas, os números da importação em fevereiro serão importantes para avaliar se a arbitragem - que favoreceu a compra do metal em Londres porque seu preço estava mais barato que na bolsa de Xangai na maior parte do mês de fevereiro - levará a números mais altos.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde na LME, o contrato do cobre para três meses subiu US$ 20,00 e fechou a US$ 7.151,00 por tonelada. O chumbo para três meses recuou US$ 19,00, para US$ 2.215,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco para três meses fechou em queda de US$ 16, a US$ 2.203,00 por tonelada. O alumínio para três meses aumentou US$ 11,00, a US$ 2.137,00 por tonelada. O níquel para três meses encerrou em alta de US$ 280,00, a US$ 20.470,00 por tonelada. O estanho para três meses perdeu US$ 170,00, para US$ 16.970,00 por tonelada.

 

Em Nova York, o cobre terminou a sessão em alta, puxado pelas expectativas em relação à demanda sendo impulsionadas pelo mercado de ações. Mas, os ganhos foram limitados pelos dados econômicos nos EUA e pela recuperação do dólar. O contrato do metal para maio negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu US$ 0,0190, ou 0,59%, para US$ 3,2535 por libra-peso, com máxima de US$ 3,2695 e mínima de US$ 3,1910 ao longo da sessão - incluindo as transações da plataforma eletrônica.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex despencou, após os comentários do presidente do Fed. O metal fechou com queda de US$ 6,00, ou 0,54%, para US$ 1.097,20 por onça-troy, com mínima de US$ 1.090,20 e máxima de US$ 1.108,80 ao longo da sessão - incluindo as transações da plataforma eletrônica.

 

Embora Bernanke tenha dito que as taxas de juros poderiam permanecer baixas - o que é ostensivamente encorajador para o ouro -, seus comentários de que a deflação não é um risco eminente e que a inflação dos EUA continuará baixa pelos próximos dois anos não deram suporte ao metal.

 

"Para mim, foi um comentário muito neutro para o ouro", afirmou Jim Steel, vice-presidente sênior e analista de metais do HSBC. O depoimento de Bernanke sinaliza, essencialmente, que o status do ouro como um ativo de risco pode continuar por enquanto. As informações são da Dow Jones.

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