Maioria dos metais básicos fecha em queda

Na rodada livre de negócios da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses caiu 0,65%, para US$ 8.010,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

30 de setembro de 2010 | 16h24

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, em sua maioria, diante do fortalecimento do dólar após a divulgação de dados positivos sobre a economia norte-americana.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 53,00, ou 0,65%, para US$ 8.010,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,01, ou 0,27%, para US$ 3,6515 por libra-peso, com mínima de US$ 3,62 e máxima de US$ 3,6690 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 23,00, a US$ 2.277,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco caiu US$ 29,00, para US$ 2.195,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 9,00, para US$ 2.350,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 70,00, para US$ 23.395,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em baixa de US$ 125,00, a US$ 24.200,00 por tonelada.

 

Mais cedo, o Departamento do Comércio dos EUA anunciou que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre ante o trimestre anterior foi de 1,7%, em dado revisado e sazonalmente ajustado. Na estimativa anterior, o órgão havia anunciado um crescimento de 1,6%. Economistas consultados pela Dow Jones acreditavam que o cálculo fosse mantido em 1,6%.

 

Além disso, o Instituto para Gestão de Oferta (ISM) divulgou que seu índice de atividade econômica dos gerentes de compras de Chicago subiu para 60,4 em setembro, de 56,7 em agosto. A leitura superou a expectativa de analistas, que esperavam queda do índice para 56.

 

Os dados trouxeram um pouco de alívio em relação à perspectiva econômica dos EUA, mas fortaleceram o dólar, removendo um dos principais suportes do avanço nos preços dos metais básicos nas últimas sessões. Perto do horário de fechamento do mercado de metais, o euro caía para US$ 1,3599, de US$ 1,3630 na quarta-feira, e a libra recuava para US$ 1,5733, de US$ 1,5787 ontem. Por volta das 14h15 (de Brasília), no entanto, o euro se recuperava parcialmente do declínio e operava a US$ 1,3625, enquanto a libra acentuava o movimento de queda, operando a US$ 1,5716.

 

Segundo o analista Edward Meir, da MF Global, a fraqueza do dólar "garantia um suporte importante" para os mercados, já que as commodities passaram a ser consideradas como uma alternativa à moeda norte-americana pelos investidores. Um operador de Londres disse que os metais básicos podem estar prestes a sofrer uma correção, já que, do ponto de vista técnico, há um excesso de compras em vários deles.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro caiu US$ 0,70, ou 0,05%, para US$ 1.309,60 por onça-troy, interrompendo uma sequência de seis sessões de avanço e de quebra de recordes, embora ao longo da sessão tenha tocado US$ 1.317,50, nova máxima histórica intraday. "É o último dia do trimestre e a realização de lucros é importante para aqueles que esperam os dados de desempenho dos fundos", disse George Gero, vice-presidente da Capital Markets Global Futures. As informações são da Dow Jones.

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