Mais barata e atrativa

O elevado preço do lote de ações negociado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) levou três empresas (Vale do Rio Doce, Natura e Perdigão) a promoverem neste mês o desdobramento dos papéis. Isso significa que cada ação da empresa corresponde a um número maior de ações, reduzindo o preço unitário. A estratégia é fazer com que as ações atraiam o pequeno investidor. No caso da Vale do Rio Doce, segundo o presidente da companhia, Roger Agnelli, o objetivo também era aumentar o volume de negócios com as ações (que no jargão financeiro chama-se liquidez). De acordo com o executivo, a empresa considerou que um preço próximo a R$ 100 era alto o suficiente para se fazer o desdobramento. No caso da Vale, cada ação ordinária ou preferencial passou a valer duas do mesmo tipo. A medida encorpou o volume de negócios - um dos objetivos da companhia. Na última sexta-feira, o primeiro dia do desdobramento, o volume negociado com as ações preferenciais classe A da empresa superou R$ 150 milhões e praticamente empatou com o giro de Petrobras PN, geralmente o papel mais transacionado. Natura e Perdigão No caso das ações da Natura, cada ação passou a valer cinco. Na avaliação do vice-presidente financeiro da empresa, David Uba, o preço do lote padrão da ação "estava muito caro". "Nosso lote está entre os três mais caros do IBrX-50", destacou em uma reunião com analistas. O elevado preço, segundo Uba, inibia a participação de pessoas físicas no total de acionistas, cuja participação caiu muito desde o lançamento das ações em bolsa, quando responderam por 15,9%. Para os acionistas da Perdigão, a queda de preço unitário de cada papel não será tão grande porque cada ação passará a valer três. (Com informações divulgadas pelo serviço AE Empresas e Setores)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.