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Mais de 20 milhões de investidores individuais deixaram mercado de ações da China em julho

Número de investidores caiu para 51 milhões no fim de julho, de 75 milhões no fim de junho, segundo a agência do governo chinês que acompanha contas de investidores; índice Xangai Composto caiu 14%, o maior declínio mensal em seis anos

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 16h01

PEQUIM - Quase um terço dos investidores individuais na China - mais de 20 milhões de pessoas - deixou o mercado de ações do país durante o mês passado. O número de investidores de varejo que possuem ações caiu para 51 milhões no fim de julho, de 75 milhões no fim de junho, de acordo com a China Securities Depository & Clearing, agência do governo que acompanha as contas dos investidores.

À medida que eles saíram do mercado, o índice Xangai Composto sofreu o maior declínio mensal em seis anos, de 14%, e encerrou o mês 29% abaixo do pico atingido em 12 de junho. Diferentemente dos EUA, onde instituições dominam os negócios com ações, os investidores de varejo são cruciais na China e possuem cerca de 80% das ações disponíveis, de acordo com dados do banco de investimento CICC.

Embora a queda nos preços das ações sugira que há barganhas no mercado, a alta volatilidade das bolsas chinesas está atraindo menos investidores. O número de pessoas que abriram novas contas na semana encerrada em 24 de julho caiu 20% em comparação com a semana correspondente de junho.

"As famílias que não investiram não estão entrando no mercado", disse Li Gan, da Universidade de Finanças e Economia do Sudoeste da China. Os chineses são grandes poupadores e guardam cerca de 50% da renda disponível, segundo dados do Banco Mundial. O governo esperava canalizar parte desses recursos para os mercados de capital, mas agora esse plano parece ter sido deixado de lado. Fonte: Dow Jones Newswires

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