Mais opções para a renda fixa

A promessa de queda das taxas reais de juros deve ampliar o volume de opções de investimento em papéis de renda fixa, além dos títulos oferecidos pela União. No ano passada, as emissões de debêntures e notas promissórias superaram R$ 44 bilhões, o maior volume da história. Neste ano, foram registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) R$ 3,5 bilhões emissões primárias desses papéis, além de R$ 1,6 bilhão em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). No ano passado, o melhor desempenho do mercado de renda fixa foi explicado pelas empresas de leasing. Do total de emissões, quase R$ 45 bilhões são de debêntures e, deste universo, R$ 29 bilhões são de megaoperações de empresas de leasing. Com as boas expectativas para a economia, desde o início de 2005 as empresas adequaram suas estruturas e criaram um colchão de recursos para crescer. As debêntures se tornaram mais uma fonte de captação para os conglomerados financeiros expandirem as atividades no País. O impulso do mercado também decorreu do alongamento dos prazos que, por sua vez, resultou da maior confiança dos investidores no País e da perspectiva de queda dos juros. Tendo em vista a possibilidade de queda da Selic, o ideal para os investidores é tentar garantir boa remuneração para as carteiras aplicando em títulos privados. Com o aumento dos prazos no mercado de debêntures, algumas empresas deixaram de realizar operações no ambiente internacional para fazê-las no local, com a vantagem de não ficarem expostas à variação cambial.

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