Marca Todo Dia focará baixa renda, define Wal-Mart

O Wal Mart definiu a marca Todo Dia como a que denominará a rede de atendimento ao público de baixa renda. Atualmente, a empresa conta com 17 lojas que operam neste conceito; duas em São Paulo, que já conta com a marca Todo Dia; oito em Recife, com a marca Balaio, e sete em Salvador, com o Mini Bompreço. Para 2007, o Wal-Mart prevê a inauguração de dez unidades sob a marca Todo Dia por todo o País. Não foram divulgados valores para o projeto. As reformas das unidades existentes já foram iniciadas. Duas delas, uma em Recife e outra em Salvador, já estão prontas. Até novembro, a empresa espera estar com todas as lojas do conceito adaptadas à marca. Os dois pontos-de-venda de São Paulo não passarão por reformas agora, pois já atuam sob a marca Todo dia. De acordo com o vice presidente de Desenvolvimento do Wal-Mart, Ciro Schimeil, o tíquete médio nas unidades reformadas aumentou 18% e o volume de transações, 17%, após as mudanças. "Esse cliente está buscando um melhor atendimento. Vamos satisfazer as necessidades básicas no próprio bairro, com melhores preços e também mais sortimento", disse. As unidades do Todo Dia vão oferecer serviços financeiros, como pagamentos de contas e recargas de celulares, além de empréstimos pessoais e seguro, em parceria com o Unibanco, que já opera o Hiper Card, cartão da rede Wal-Mart. A reforma abrigará mudanças no layout das lojas e material de comunicação e contará também com mudanças de equipamentos, como caixas. A divulgação das novidades será feita localmente. O Wal-Mart aposta no boca a boca, já que as lojas são de bairro, além de publicações tablóides e rádios populares. As novas lojas previstas para 2007 terão tamanho entre 600 e 800 metros quadrados e deverão ser instaladas em cidades de mais de 1 milhão de habitantes. O Wal-Mart também prevê um outro modelo de loja para essa marca, entre 1.800 e 2.200 metros quadrados, em uma segunda etapa da expansão. O foco da empresa é na população C, D e E, com renda de até 10 salários mínimos. O Wal-Mart aposta que existe mercado para este segmento em todas as regiões do País, não apenas no Norte e Nordeste. A empresa estima o público de baixa renda em 145 milhões de pessoas ou 77% da população. O Wal-Mart adaptou o novo projeto ao Brasil considerando também experiências bem sucedidas no México e na América Central.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 17h33

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