Melhora do consumo nos EUA deve puxar NY na abertura

Os índices futuros apontam para uma abertura em alta das bolsas norte-americanas no pregão desta segunda-feira, 29. O crescimento do consumo pessoal acima do esperado ajuda a animar os negócios nesta manhã. Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,32%, o Nasdaq ganhava 0,42% e o S&P 500 tinha alta de 0,38%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

29 de abril de 2013 | 10h36

Notícias da Europa também influenciam positivamente Wall Street nesta manhã. A Itália, que foi apontada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como um dos países que pode desestabilizar a zona do euro por causa do caos político, terá um novo governo de coalização. Após alguns meses de impasse, o governo do país será liderado por Enrico Letta e a expectativa agora é que a Itália consiga resolver sua situação econômica e voltar a crescer. O FMI revisou para baixo a projeção de crescimento do país para 2013 e prevê encolhimento de 1,6%, um dos piores níveis na Europa.

Nos Estados Unidos, a expectativa maior desta semana, que vai ter bolsas fechadas em alguns dias no Japão e na China e em outros na Europa, por causa do feriado do Dia do Trabalho, é para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) e para os dados do mercado de trabalho de abril. A reunião do Fomc começa na terça-feira, 30, e a decisão será anunciada na quarta-feira, 1º de maio. Já o relatório de emprego sai na sexta-feira, 3 de maio.

Nesta manhã, foram anunciados os dados de gastos com consumo e renda pessoal de março. O consumo pessoal subiu 0,2% na comparação com fevereiro, ante expectativa de estabilidade dos analistas de Wall Street. Já a renda veio abaixo do esperado, aumentando 0,2%. A previsão dos analistas era de que o indicador tivesse alta de 0,4%.

"Mais uma primavera, mais uma desaceleração da economia", destaca um relatório preparado pela equipe de economistas do banco Wells Fargo. É o terceiro ano nos EUA em que o ano começa bem, mas a partir do segundo trimestre a atividade econômica se desacelera. A análise ressalta que indicadores recentes mostram que a atividade econômica está mesmo perdendo força e a expectativa para as próximas estatísticas desta semana são de números novamente modestos.

Para os dados do mercado de trabalho que serão divulgados na sexta, por exemplo, o banco projeta criação de 150 mil postos de trabalho em abril. Número bem acima das 88 mil vagas criadas em março, mas abaixo dos cerca de 200 mil que são necessários para reduzir com mais força a taxa de desemprego dos Estados Unidos, como quer o Federal Reserve (Fed, o banco central do país). Por esse motivo, a expectativa é que a reunião do Fomc na quarta-feira anuncie a manutenção do programa de compras de ativos, em um ritmo de US$ 85 bilhões ao mês.

No mundo corporativo, depois de dias agitados na semana passada, a agenda de resultados corporativos desta segunda-feira é fraca, com o destaque ficando para a Eaton, especializada na fabricação de componentes para o setor de energia e indústria automobilística, e a Herbalife, que fabrica produtos alimentícios para emagrecimento. Ao longo da semana, grandes empresas prometem anunciar resultados trimestrais, entre elas, MasterCard, Pfizer, Metlife, Kellogg e Duke Energy.

A empresa de cartões de crédito American Express faz hoje sua reunião anual com investidores e os relatórios de bancos de investimento recomendam atenção ao papel, que pode oscilar durante o dia na medida em que a reunião avance. A Amex anunciou em janeiro uma reestruturação global que prevê a demissão de 5,4 mil pessoas ao longo de 2013. No pré-mercado, a ação da companhia subia 0,37%.

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