Melhora externa favorece mercados após decisão do Copom

O dólar comercial exibe forte queda reagindo à melhora externa, com queda dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA e das taxas de risco dos países emergentes e a alta das bolsas em Nova York e da Bovespa. Diante do cenário positivo, as tesourarias vendem o estoque de moeda obtido através da compra de swap cambial ofertados pelo Banco Central na terça e quarta-feira, num total de US$ 798 milhões. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC ontem de reduzir em 0,50 ponto porcentual a taxa Selic para 15,25% foi bem recebida. Às 12h53, o Ibovespa estava na máxima de 2,67%, em 37.506 pontos. O dólar à vista caía 2,20% a R$ 2,271 no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros e o dólar comercial cedia 2,28% a R$ 2,27 no mercado à vista. "O mercado exagera na alta e também na queda", disse um operador de câmbio, referindo-se à pesada volatilidade recente do câmbio. Na BM&F, o juro futuro do contrato de DI de janeiro de 2008 cedia para 15,76%, do fechamento anterior em 15,95% e ajuste para abertura do dia a 15,99%. O risco Brasil caía 7 pontos para 265 pontos base; e o risco dos emergentes recuava 4 pontos a 210 pontos base. Em Nova York, o juro do título de 30 anos recuava para 5,1938% de 5,223% ontem; e a taxa do papel de 10 anos do Tesouro dos EUA estava em 5,1014% de 5,128% ontem. As Bolsas em Wall Street sobem: Dow Jopnes, +0,39% e Nasdaq, +0,75%. A melhora dos mercados iniciou com a divulgação do número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada subiu inesperadamente, a níveis não vistos desde o último outono. De acordo com o Departamento do Trabalho, o número de pedidos subiu 7 mil para o nível sazonalmente ajustado de 336 mil na semana que terminou em 27 de maio, o mais elevado desde outubro do ano passado. O número não embute nenhum fator excepcional, como nos dados do começo do mês. O número de pedidos contrariou as estimativas dos analistas, que esperavam queda de 9 mil pedidos na semana passada, para 320 mil. Outro destaque foi a queda para 54,4 do índice de atividade industrial do ISM, ante a previsão de recuo para 55,5, o que respalda os sinais de esfriamento da economia norte-americano, corroborando a idéia de uma pausa no ciclo de aperto monetário do Fed. Mas o dado de preço sinaliza pressões, com alta de 71,5 para 77 em maio, o que ilustra a necessidade de manter o sinal de alerta do Fed.

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