Membros do Fed querem vender ativos, mas não definem ritmo

A maioria dos membros do board do Fed (o banco central norte-americano) quer ver uma redução no balanço da instituição mais rapidamente do que ocorreria se o banco central simplesmente deixasse vencer o US$ 1,1 trilhão em ativos lastreados em hipotecas. Mas o Fed está dividido sobre quando deve começar a vender estes ativos, adquiridos durante a crise financeira por meio de um programa de emergência destinado a manter baixas as taxas de juro das hipotecas.

Regina Cardeal, da Agência Estado,

19 de maio de 2010 | 15h26

Na ata da última reunião do comitê de política monetário, divulgada hoje, a maioria dos membros do board do Fed defendeu adiar a venda de ativos até depois que o banco central eleve sua taxa meta de juro, segundo a ata da reunião do encontro dos dias 27 e 28 de abril.

"Tal postura adiaria qualquer venda de ativos até que a recuperação econômica esteja bem estabelecida e manteria as taxas de juro de curto prazo como instrumento-chave de política monetária do comitê", afirma a ata. Outros no Fed, no entanto, querem que o banco central passe rapidamente a descarregar os ativos lastreados em hipotecas que adquiriu, talvez sem ligar as vendas a um aumento dos juros. Neste cenário, o Fed anunciaria uma agenda geral para as vendas de ativos "em breve".

Com a dissensão do presidente do Fed de Kansas City, Thomas Hoenig, sobre a linguagem do comunicado divulgado ao fim do encontro, o comitê de mercado aberto do Fed votou em sua reunião de abril para manter o juro entre zero e 0,25%.

"As vendas mais cedo normalizariam o tamanho e a composição do balanço antes e desativariam pelo menos em parte as políticas não convencionais de estímulo adotadas durante a crise", disse a ata.

Os membros do Fed também estão divididos sobre o ritmo no qual as vendas de ativos devem ocorrer após serem lançadas. Alguns disseram que um início lento com as vendas realizadas num período de cinco anos daria ao mercado tempo para se ajustar. Alguns disseram que uma ação mais rápida, na qual as vendas seriam realizadas em três anos, seria mais favorável. "Na opinião deles, um ritmo relativamente rápido reduziria a chance de que o tamanho elevado do balanço do Fed e o alto nível associado das reservas podem aumentar as expectativas de inflação e a inflação", diz a ata.

Em sua reunião de abril, o Fed não tomou decisões sobre sua estratégia de vendas de ativos de longo prazo. No curto prazo, no entanto, o Fed disse que continuará a permitir que a dívida de agências e ativos lastreados em hipotecas que vencerem, serão resgatados e não substituídos. O Fed planeja continuar rolando seus Treasuries que vencerem. As informações são da Dow Jones.

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