Mercado brasileiro volta a operar com volatilidade

O resultado da criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos divulgado hoje pela manhã ficou abaixo do que era esperado pela média pelo mercado, sugerindo, assim, que a economia americana não está aquecida num nível preocupante para a inflação. Se esta impressão for confirmada por outros dados que ainda serão divulgados na próxima semana, deve aumentar a aposta na possibilidade de o Fed (banco central dos EUA) interromper a alta de sua taxa de juros. Seria uma boa notícia para mercados emergentes como o Brasil, que vêem sacudidos por uma elevada volatilidade desde a semana passada. Contudo, ninguém no mercado parece querer se arriscar a apostar tudo numa volta aos tempos de bonança que imperavam até o início deste mês, quando as previsões de ganho continuado para a bolsa e queda dos juros e do dólar eram unânimes e raramente questionadas. Embora os últimos dados da economia americana (e não apenas o payroll de hoje) tenham sido amenos, analistas acreditam que pelo menos até a próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, no final deste mês, o mercado continuará sensível às oscilações de humor do investidor estrangeiro. As apostas em alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e queda tanto dos juros quanto do dólar continuam majoritárias. Mas todos parecem agora admitir um risco maior de os prognósticos mais otimistas não serem confirmados. Às 12h32, após abrir em queda, o dólar comercial passou a operar com ganho e subia 0,84%, cotado a R$ 2,272. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a moeda avançava 0,98%, a R$ 2,274. No mercado de ações, o Ibovespa - principal índice da bolsa paulista - operava no negativo (-0,06%), aos 37.713,5 pontos. Vale destacar que o Ibovespa chegou a subir mais de 1% hoje.

Agencia Estado,

02 de junho de 2006 | 12h36

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