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Mercado caminha para a normalidade, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou esta tarde que a turbulência no mercado financeiro já "deu uma acalmada" no dia de hoje. Ele afirmou que, desde o princípio, achou que a turbulência era passageira e não afetaria o Brasil de forma importante porque o País tem hoje solidez com superávit em transações correntes. "Quem tem que se preocupar neste momento é quem tem falta de moeda forte. Nós temos sobra. Então, afeta, evidentemente, todas as bolsas, mas já estão se recuperando. O dólar valorizou e, agora, já está se desvalorizando. Já estamos caminhando para a normalidade", afirmou Mantega, ao deixar o Ministério da Fazenda para participar da solenidade de anúncio das medidas agrícolas. "Isso foi mais um teste para o Brasil com a demonstração de que o País está sólido. A única pena é que o dólar já está caindo", disse. Ao ser questionado se o patamar de R$ 2,40 atingido ontem seria o ideal, o ministro respondeu que não existe um patamar ideal. "Porque senão vão dizer que o ministro da Fazenda está mirando uma meta. E não tem meta para o dólar. É aquilo que resultar das relações de mercado", afirmou. No entanto, o ministro disse que há alguns dias a cotação estava melhor do que está hoje. Analistas afirmaram que a valorização do dólar ontem (+4,67%) ocorreu devido a um ataque especulativos de fundos estrangeiros contra o real. Os fundos não conseguiam vender Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-Bs, títulos atrelados ao IPCA), por causa da pouca liquidez dos papéis. O Tesouro foi obrigado a intervir, recomprando papéis. Em relação à mudança de estratégia do Tesouro Nacional na realização de leilões de títulos públicos, Mantega disse que a mudança foi necessária para "dar conta de uma situação um pouquinho mais estressada e para acalmar os investidores e dar mais segurança a eles". O ministro, no entanto, disse que o retorno das emissões de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs, títulos pós-fixados corrigidos pela variação da taxa Selic) a partir de junho não significa nenhum retrocesso. "É uma resposta pontual que tinha que ser dada. Isso não quer dizer que vamos voltar a emitir LFT adoidado", afirmou. O ministro lembrou que a participação das LFTs na composição da dívida tem caído, enquanto que os papéis prefixados já significam cerca de 30% do total. "Já houve um grande avanço e continuaremos nessa direção. Episodicamente, pode acontecer de haver um retrocesso para atender a uma situação especial. Mas a situação já está passando e vamos continuar na nossa rota", afirmou.

Agencia Estado,

25 de maio de 2006 | 17h53

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