Mercado conta com classificações não-oficiais de fundos

Existem outros nomes que muitas vezes são usados para denominar fundos de investimento, embora não pertençam a classificações oficiais. São carteiras que têm perfil específico, mas que se enquadram dentro de grupos maiores. É o caso de fundos chamados derivativos, que ficam sob o guarda-chuva dos Fundos de Investimento Financeiro. Mas é importante conhecer estas referências para entender o dinâmico mercado de fundos. Fundos private equity: reúnem investidores, regra geral de grande porte, que desejam formar fundos para investir em empresas que ainda não têm ações em Bolsas de Valores. O gestor da carteira procura companhias com perspectivas promissoras de crescimento e lucro. O lucro vem, se a empresa obtém sucesso e lança papéis no mercado, pela valorização das ações. O risco é a empresa não conseguir o desempenho esperado. Fundos derivativos: carteiras de renda variável, que não acompanham necessariamente taxas de juros. Trabalham com ativos financeiros mais sofisticados, dos mercados futuros, de opções, swaps, a termo, de forma simples ou através de requintadas operações financeiras. Dependendo da composição da carteira, estes fundos ficam sujeitos a maiores riscos, mas não necessariamente. É preciso ver o regulamento. Se o investidor não consegue entender o que está sendo feito nem que nível de risco está aceitando, o melhor é não colocar o dinheiro nestas carteiras. Veja também Risco. Fundos hedge: trabalham com derivativos. Teoricamente, devem ter a função de proteger o investidor contra uma oscilação indesejada de preços nos ativos. Por exemplo: proteger de uma alta excessiva do dólar. Porém, muito cuidado: existem fundos que carregam a palavra hedge no nome mas não têm a finalidade de proteção e ainda ampliam muito os riscos. Portanto, somente o regulamento pode indicar se um fundo chamado de hedge diminui ou aumenta o risco do investidor. Fundos de ações de segunda linha (ou "stock picking"): fundos que concentram seus investimentos em ações de empresas de segunda linha, isto é, que apresentam menor volume de negócios no pregão. Fundos de dividendos: usam como parâmetro de escolha das ações se a empresa tem uma boa perspectiva de pagar dividendos. Existe, é claro, a escolha da empresa por sua qualidade. Mas um filtro importante é seu histórico e perspectivas de renda via dividendo. No período de inflação galopante, os dividendos não eram muito importante para o investidor, quadro que muda com a estabilização da economia. Fundos de capital protegido: carteiras que permitem ao investidor algum ganho extraordinário quando as ações estão em alta, e que defendem o capital aplicado de perdas, quando as ações estão em queda. É um fundo destinado a clientes conservadores, que desejam ter algum investimento em ações, sem correr riscos. Nestas carteiras, regra geral, o administrador coloca a grande maioria do dinheiro em títulos de renda fixa, e uma pequena parte em opções de compra de ações - ou outros derivativos. Assim, se as ações perderem preço, as opções de compra não são exercidas. A carteira perde o dinheiro investido neste direito de opções, mas não perde o principal aplicado. No final, a perda se resume ao juro - regra geral o dinheiro que é aplicado em opções e outros derivativos é equivalente ao juro que seria ganho se a aplicação fosse 100% em títulos de renda fixa. Se as ações sobem o suficiente, as opções são exercidas e a carteira tem um ganho extraordinário, acima do que ganharia se 100% do dinheiro fosse para títulos de renda fixa. Combinando renda fixa e derivativos, o administrador garante que o investidor nunca perde o capital investido, podendo ter no período um ganho igual a zero ou maior que o da renda fixa. Este é o risco. Este tipo de carteira, no entanto, não protege de risco de crédito privado - quando a empresa ou instituição financeira emissora do título de renda fixa não honra seus compromissos. Apenas oferece proteção contra quedas nas Bolsas de Valores. Um ponto importante: neste tipo de fundo, o cliente precisa respeitar o prazo de aplicação para não ter risco de perdas. Ou seja, o administrador fixa um intervalo adequado de investimento, para que a operação montada tenha o efeito desejado. Se tirar o dinheiro durante este intervalo, o cliente pode perder dinheiro. Se tirar na data indicada, não há risco de perdas.

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