Mercado de ações brasileiro é o melhor entre emergentes, aponta HSBC

O banco HSBC reafirmou sua indicação para o mercado acionário do Brasil. Em comparação com outros países emergentes, a recomendação da instituição financeira pelas ações do País fica acima da média. ?Continuamos considerando o caso brasileiro como um dos bons?, afirmou o estrategista do banco britânico, John Lomax, em nota para clientes. ?Do ponto de vista da valorização e perspectiva de crescimento, o Brasil parece claramente superior aos outros mercados BRIC (que além de Brasil inclui Rússia, Índia e China).? Segundo ele, os setores mais atraentes são os de energia, matérias-primas e o financeiro. Lomax disse que o ambiente externo ainda é favorável ao País, com os preços das commodities estruturalmente altos oferecendo uma importante base de apoio. "Ao mesmo tempo, esperamos que o dólar entre numa tendência de enfraquecimento, o que aliado às ainda elevadas taxas de juros reais brasileiras e às operações de carregamento associadas a isso, vão ajudar o real a pressionar a inflação e as taxas de juros para baixo", afirmou. O estrategista salientou que o que está ocorrendo no Brasil oferece um "forte complemento" ao cenário externo. "A vitória de Lula na eleição presidencial deverá levar à manutenção da ortodoxia fiscal", disse. "Após os escândalos políticos no primeiro mandato, esperamos muito mais transparência no segundo mandato, com Lula procurando consolidar seu legado como o primeiro presidente do Brasil proveniente da classe operária." Segundo o analista, a tendência de queda nas taxas de juros real e nominal deverá "fortalecer a nova classe média emergente exatamente da mesma maneira como tem ocorrido em lugares como a Turquia e África do Sul". Com a continuidade de recuo dos juros, observou, o "crescimento do crédito e o financiamento imobiliário deverão explodir". Lomax salientou que atualmente a demanda por financiamentos imobiliários equivale a menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "Com a nova legislação implantada, o caminho está aberto para um forte aumento nessa área", disse. "O crédito e o setor imobiliário vão continuar sendo os principais beneficiários das condições monetárias mais relaxadas e isso deverá ser muito positivo para os mercados." Entretanto, observou que um dos obstáculos para uma maior valorização do mercado acionário brasileiro é a liquidez.

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