Mercado de imóveis está mais transparente

O mercado de imóveis no Brasil e em outros países está ficando mais transparente. Segundo estudo divulgado ontem pela consultoria anglo-americana Jones Lang LaSalle, isso ocorre graças à adoção de novos mecanismos para a avaliação do retorno de investimentos em imóveis comerciais, de novos processos de abertura de capital e o conseqüente aumento do volume de informações financeiras divulgado sobre as empresas do setor, além da intensificação de sistemas de gestão via governança corporativa. Conhecido como Real Estate Transparency Index ou Índice de Transparência Imobiliária, o estudo classifica 56 países e territórios dos cinco continentes. Brasil e Argentina apresentaram o maior índice de melhora em 2006, desde o início do estudo, em 1999 - passando do nível 4 para o nível 3 (o sistema de classificação de transparência contempla 5 níveis, sendo o estágio 1 altamente transparente e o 5, opaco). No caso do Brasil, a principal razão para a progressão classificatória foi o aprimoramento da disponibilidade de dados fundamentais de mercado, informa a consultoria. Pelo menos dois terços dos países classificados na última análise tiveram algum avanço, enquanto outros 14 subiram representativamente pelos critérios da empresa. No topo do ranking estão países como Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia, seguidos de Canadá e Reino Unido. Hong Kong, Suécia, França e Cingapura foram classificados pela primeira vez como altamente transparentes. O estudo aponta ainda o Vietnã, Venezuela e Egito como os mercados menos transparentes.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 07h00

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