Mercado de juros ainda se ajusta após dados dos EUA

Os mercados ainda estão se ajustando aos dados divulgados hoje nos Estados Unidos, que se não representaram uma surpresa no payroll (vagas criadas em abril). Os dados indicaram uma sinalização ruim para a inflação norte-americana no que diz respeito ao salário médio pago por hora. Isso emprestou volatilidade inicial aos juros dos "treasuries" (títulos do Tesouro norte-americano), que foi sentida aqui também pelas taxas dos contratos de DI futuro negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Há pouco, no entanto, depois de terem tocado as máximas da manhã, as taxas do DI voltavam a níveis próximos aos dos ajustes para a abertura do dia. E os juros dos treasuries ampliaram a queda. Quanto ao resultado da produção industrial aqui, em março, não reservou mais novidades, a não ser um certo desconforto em relação ao comportamento dos bens de capital, que mostraram queda ante fevereiro. Isso, no entanto, não chega a impactar os negócios, até porque os bens de capital vinham registrando crescimento expressivo por vários meses. O número de vagas criadas em abril nos Estados Unidos (payroll) cresceu apenas 138 mil, abaixo das previsões de 205 mil. A taxa de desemprego ficou inalterada em 4,7%, em linha com as expectativas. Já o salário médio pago por hora no país subiu 0,54%, ante uma previsão de alta de 0,3% em abril. O aumento anual foi de 3,8%, o ritmo de alta mais acelerado desde agosto de 2001, o que aumentou as preocupações sobre inflação, com impacto inicial nos treasuries, depois revertido. O ganho médio por hora subiu US$ 0,09, para US$ 16,61. Aqui, a produção industrial recuou 0,30% em março, ante fevereiro, exatamente na mediana das estimativas colhidas pela Agência Estado junto a 20 instituições financeiras. Na comparação com março do ano passado, a expansão da produção industrial, de 5,2%, ficou mais próxima ao teto das expectativas, que variavam de 2,40% a 5,60% (mediana em +4,2%). A produção de bens de capital caiu 2,2% em março, ante fevereiro e cresceu 10,1%, ante março do ano passado. O mercado de juros aguarda, agora, os dados de produção e vendas de veículos em abril da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que serão divulgados às 11 horas. Há pouco, a taxa do DI-janeiro/08 estava em 14,67%, ante 14,66% ontem e ajuste igual. Na máxima, chegou a bater 14,72%. O juro do DI-janeiro/07 estava há pouco em 14,77% (14,76% ontem e ajuste a 14,75%). Na máxima, foi a 14,80%.

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 10h15

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