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Mercado de juros começa semana em clima de cautela

O mercado de juros abriu o dia no pregão eletrônico com leve pressão de alta, adotando uma posição de defensiva ante algumas notícias no campo negativo. Vindo já de um ajuste para cima na sexta-feira, o mercado encontrou no fim de semana a renovação da crise do mensalão, após entrevista do ex-secretário do PT Silvio Pereira; a exigência da Bolívia de reajuste de 61,34% do preço gás vendido ao Brasil; e, agora cedo, a confirmação pela Pesquisa Focus de que as expectativas de corte na Selic ao final deste mês convergiram para 0,50 ponto porcentual (a projeção de Selic para junho subiu de 15% para 15,25%). No cenário de inflação que interessa atualmente - aquele que diz respeito ao ano que vem - as projeções de IPCA para 2007 foram mantidas em 4,50%, mas as de 12 meses suavizadas subiram de 4,13% para 4,15%. O IPC-S da quadrissemana encerrada em 7 de maio também não foi uma boa notícia, embora deva ter peso menor ou praticamente nenhum nos negócios de hoje (pelo foco atual do mercado em 2007 ou em fatores que gerem pressão para o ano que vem). O índice subiu 0,42%, ante 0,34% no resultado anterior, de até 30 de abril. Ficou próximo ao teto das estimativas de mercado, entre 0,28% a 0,45% (mediana em 0,36%). A crise do mensalão - que estava bem esvaziada - voltou para o radar do mercado após as revelações do ex-secretário do PT Silvio Pereira de que o publicitário Marcos Valério planejava faturar até R$ 1 bilhão no Governo Lula. Suas declarações deram fôlego extra à CPI dos Bingos, que agora quer convocar Pereira para explicações. E isso também encorajou pressões, por parte da oposição, pelo impeachment do presidente Lula. Combinado com o fato de que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) começou agora pela manhã a sessão plenária do seu Conselho Federal para votar a proposta de pedido de impeachment de Lula, o assunto ganhou prioridade de observação que não tinha antes. Uma eventual aprovação da proposta pode render reação negativa do mercado; mas em princípio, as expectativas são de que ela não seja aprovada. A conferir. Outros motivos para o mercado de juros manter-se em expectativa (e eventual cautela) durante a semana são a reunião do comitê de mercado aberto do Federal Reserve (Fomc), no dia 10 (quarta-feira), e uma bateria de índices de inflação doméstica a serem divulgados até sexta-feira: IPCA de abril, IGP-DI de abril e IPC-Fipe 1ª quadri/maio no dia 10; e IGP-M 1ª prévia de maio no dia 12 (sexta). No cenário externo, há calma neste começo de segunda-feira, com juros dos treasuries (títulos do Tesouro americano) em queda e petróleo também. No pré-mercado, o juro do DI com vencimento em janeiro/08 estava em 14,72%, ante 14,69% de sexta-feira e ajuste para a abertura do dia a 14,68%; e a taxa do janeiro/07 estava em 14,79%, ante 14,79% da sexta e ajuste a 14,77%.

Agencia Estado,

08 de maio de 2006 | 10h22

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