Mercado de juros mira superávit primário

Para encerrar uma semana de agenda bastante carregada e entrar o carnaval com uma fotografia mais geral da economia brasileira, os investidores aguardam ansiosamente a divulgação do resultado das contas públicas em janeiro. Será o primeiro relatório após a divulgação da meta de superávit primário para 2014, de 1,9%, e servirá de termômetro da real disposição do governo em controlar os gastos públicos.

FERNANDO TRAVAGLINI, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2014 | 10h17

Nesta semana, o mercado já se surpreendeu positivamente com o PIB, que mostrou expansão de 0,7% no último trimestre de 2013 ante período imediatamente anterior, e reagiu bem à redução do ritmo de alta da Selic, que foi a 10,75% ao ano, com retirada de prêmio dos contratos futuros. Na quinta-feira, 27, a curva a termo fechou o dia precificando chance maior de a taxa ser elevada novamente em 0,25 pp nos próximos dois encontros, mas uma melhora fiscal abriria espaço para apostas do fim do aperto monetário em abril.

Às 11 horas, será divulgado o resultado do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), cuja mediana das estimativas aponta superávit primário de R$ 18,2 bilhões, de acordo com levantamento AE Projeções. Já para o setor público consolidado, que inclui Estados, municípios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobrás) e sairá às 14h30, as projeções apontam R$ 21,6 bilhões de economia primária.

Às 9h26, o contrato para janeiro de 2015 oscilava para 10,99%, na máxima, de 10,97% na véspera. Para janeiro de 2017, a taxa recuava para 12%, de 12,05% no ajuste de ontem. A liquidez é bastante baixa.

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