André Dusek/Estadão
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Mercado eleva previsão do dólar no fim do ano para R$ 3,43

Relatório de mercado Focus, divulgado pelo BC, também apontou alta na previsão para a inflação de 2018

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2018 | 10h10

BRASÍLIA - Em meio ao movimento mais recente de alta do dólar ante o real, o relatório de mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 21, pelo Banco Central, mostrou leve alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2018. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano passou de R$ 3,40 para R$ 3,43, ante os R$ 3,33 verificados há um mês. Já o câmbio médio no ano passou de R$ 3,40 para R$ 3,45, ante R$ 3,33 de um mês atrás. 

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Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de R$ 3,40 para R$ 3,45, ante R$ 3,40 de quatro pesquisas atrás. Já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano seguiu em R$ 3,40, ante R$ 3,36 de um mês atrás.

Inflação. O relatório Focus mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de 3,45% para 3,50%. Há um mês, estava em 3,49%. Já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,00% para 4,01%. Quatro semanas atrás, estava em 4,00%.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está próxima do piso da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

Em 10 de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia informado que o IPCA subiu apenas 0,22% em abril, abaixo do que era esperado pelo mercado. No acumulado do ano, o índice de preços avançou 0,92%. 

Também com influência sobre as projeções de inflação do mercado, o dólar à vista acumula alta de 6,64% em maio e de 12,71% em 2018. Já o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Selic em 6,50% ao ano na semana passada. 

No comunicado sobre a Selic, o Copom informou que no cenário de referência, que considera juros constantes em 6,50% e dólar a R$ 3,60, as projeções para a inflação estão em torno de 4,0% para 2018 e 2019.  

No Focus de hoje, a inflação suavizada para os próximos 12 meses permaneceu em 4,21% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,06%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2018 foi de 0,33% para 0,32%. Um mês antes, estava em 0,31%. No caso de junho, a projeção passou de 0,28% para 0,30%, ante 0,25% de quatro semanas antes.

Juros. Já após a decisão de política monetária do Banco Central da semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019. A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. 

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No Focus desta segunda-feira, a Selic média de 2018 foi de 6,34% para 6,38% ao ano, ante os 6,34% de mês antes. A taxa básica média de 2019 foi de 7,07% para 7,08%, ante 7,08% de um mês atrás.

PIB. O mercado financeiro reduziu levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,51% para 2,50%. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,75%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar visto quatro semanas atrás. 

Na última quarta-feira, o Banco Central divulgou os dados de seu Índice de Atividade (IBC-Br) referente a março. O indicador cedeu 0,74% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. No primeiro trimestre, houve uma queda de 0,86% ante o mesmo período do ano passado, na série sem ajuste sazonal. A projeção do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda ainda trabalha com um porcentual de 3,0%. 

No relatório Focus, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 3,80%. Há um mês, estava em 4,29%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás.

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