Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
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Dólar cai a R$ 3,89 e Bolsa sobe em dia de ajustes

Após a perda do grau de investimento do Brasil pela Fitch e a elevação dos juros nos EUA, processo de impeachment agora é motivo de apreensão para investidores; Bolsa chegou a subir mais de 2%, mas devolveu ganhos e fechou em alta de 0,55%

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2015 | 11h08

Um dia depois de o Brasil sofrer novo rebaixamento e de os Estados Unidos promoverem um histórico aumento de juros, os ativos brasileiros tiveram um dia de recuperação e de ajustes. O dólar à vista fechou em queda de 0,82% frente ao real, cotado a R$ 3,8934.

Passado o primeiro impacto das decisões da Fitch e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o mercado de câmbio passou por ajustes técnicos, segundo profissionais do mercado. O dólar à vista manteve-se em baixa durante toda a sessão, ajustando-se à cotação do mercado futuro que, no fim da quarta-feira, já havia perdido força em meio a um movimento de realização de lucros depois do rebaixamento do País e da alta de juros nos EUA.

Os mercados iniciaram o dia repercutindo positivamente a expectativa de avanço no processo de impeachment, a partir do relatório do ministro do STF Edson Fachin a favor da manutenção do rito do processo de impedimento. À tarde, o mercado mostrou apreensão diante da votação bastante disputada no plenário da Corte, com vantagem para o governo em alguns pontos discutidos. 

O cenário político continuou sendo monitorado de perto e teve como um dos destaques da tarde a aprovação no Congresso do projeto de Orçamento de 2016. Na votação dos destaques, os parlamentares mantiveram a CPMF como previsão de receita no orçamento, dando vitória ao governo nessa questão. O Congresso também aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) com a meta de superávit primário de R$ 30,5 bilhões para as contas do setor público, o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Bolsa. A Bovespa terminou com ganho de 0,55% (45.261,47 pontos), com R$ 5,8 bilhões em negócios. Na véspera, mesmo com o corte na nota de crédito do País, houve ganho de 0,28%. A expectativa de avanço no processo de impeachment impulsionou os negócios e a Bolsa chegou a subir 2,74%. 

A redução do ritmo, porém, teve como influência a apreensão quanto à votação no STF e ao desempenho negativo das bolsas americanas, que operaram em queda durante todo o dia. A expectativa era de um desempenho positivo, uma vez que o mercado recebeu bem a forma como o Fed anunciou o aumento de juros, sinalizando para o gradualismo e a cautela nos próximos ajustes.

A queda do petróleo foi outro fator que limitou a alta na Bolsa brasileira. Depois de operar em alta durante todo o período da manhã, as ações da Petrobrás sucumbiram à queda da commodity e fecharam em baixa de 1,45% (ON) e 1,23% (PN). 

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