Mercado internacional avalia dados fracos dos EUA

A manhã começou com dados robustos vindos da China e encerrou com números fracos nos EUA. A economia chinesa cresceu 10,7% no ano passado, o ritmo mais vigoroso desde 1995. A soma das riquezas produzidas pela quarta economia mundial em 2006 totalizou US$ 2,7 trilhões. O CPI chinês subiu 2,8% em dezembro, na comparação o de igual mês de 2005, superando a alta de 1,9% prevista pelos analistas. As vendas do varejo aumentaram 14,6% em dezembro, mostrando uma aceleração sobre o crescimento de 14,1% em novembro. O único dado negativo foi o de produção industrial de itens de valor agregado, que aumentou 14,7% em dezembro, abaixo da expectativa de aumento de 16%. No geral, os dados deram subsídios a análises prevendo que o país deve agir novamente para secar a liquidez e esfriar o esplendor de sua economia. Graças a um dado chinês e a outros fatores, os preços do cobre dispararam hoje. No início da tarde, o cobre para três meses subia 3%, cotado a US$ 5.884,80 por tonelada, na London Metals Exchange. A China divulgou que suas importações do metal cresceram 59,4% no ano, em dezembro, para 95.831 por toneladas. O país também informou que as suas importações de minério de ferro do Brasil cresceram para 6.607.175 toneladas em dezembro, o que correspondeu a um aumento de 19,8% na comparação anual. No período de janeiro a dezembro, a China comprou 75.847.821 toneladas de minério de ferro extraído em solo brasileiro, o que representou um aumento de 38,6% sobre os volumes do ano anterior. O país absorveu uma quantidade maior de minério do Brasil do que da Índia. Quanto aos EUA, os dados da manhã deram subsídio para reforçar a preocupação sobre desaceleração econômica. A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA informou que a demanda por residências usadas nos EUA em 2006 teve a maior queda em 17 anos. As vendas diminuíram 8,4%, para 6,48 milhões, em todo o ano de 2006, após o recorde de 7,08 milhões em 2005. Em dezembro, as vendas regrediram 0,8%, mostrando um declínio mais pronunciado do que a queda de 0,5% esperada. O número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 20 de janeiro subiu 36 mil, para 325 mil. O aumento superou os 20 mil previstos por analistas, mas janeiro é um mês com dados voláteis. O mercado acionário norte-americano abriu de maneira hesitante, mas consolidou o sinal negativo após os dados de imóveis. Às 14h46, o Dow Jones cedia 0,28% e o Nasdaq recuava 0,36%. Na Europa, as bolsas acompanhavam o sinal, com Londres cedendo 0,80%; Paris, 0,76% e Frankfurt, 0,63%. As vendas prevaleceram nos Treasuries, projetando o juro em alta. O noticiário internacional também trouxe duas notícias importantes sobre o milho, o produto usado pelos EUA para produzir etanol e que tem sido fator de pressão da inflação em vários países. A Índia anunciou a desoneração da tarifa de importação do produto até o final do ano, para conter a alta do grão e a pressão inflacionária. A Turquia, por sua vez, informou que vai importar 300 mil toneladas de milho para baixar os preços domésticos do produto. Enquanto a busca por combustíveis alternativos impulsiona o milho, o petróleo futuro para março ficou sem direção hoje e, às 14h47, cedia 0,09%, a US$ 55,32, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

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